Tesouro planeja nova emissão em dólar para estender prazo da dívida externa

Tesouro planeja nova emissão em dólar para estender prazo da dívida externa

by Fernanda Lima
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Estratégia do Governo Brasileiro para Dívida Soberana em Dólar

A estratégia adotada pelo governo brasileiro para preservar referências líquidas da dívida soberana, que está denominada em dólar, voltou a ser um tema relevante no mercado internacional nesta segunda-feira, 9 de fevereiro. Essa abordagem envolve a preparação para uma nova operação externa a ser realizada pelo Tesouro Nacional. A iniciativa prevê a criação de um novo instrumento com prazo médio, além da ampliação de um título já existente com prazo mais longo na curva da dívida brasileira.

Novos Títulos e Reabertura de Papéis

Conforme um comunicado oficial, o Tesouro Nacional concedeu mandato a instituições financeiras para a emissão de um novo título que será denominado em dólares, com prazo de 10 anos e vencimento programado para 2036. Simultaneamente, está prevista a reabertura do título Global 2056, que é um papel de 30 anos, integrado à curva longa da dívida brasileira no mercado internacional.

Objetivo da Operação

De acordo com a entidade responsável, essa operação faz parte da estratégia de gestão da dívida pública, que visa à ampliação da liquidez dos títulos soberanos brasileiros que estão denominados em moeda estrangeira. O principal intuito é manter uma curva de juros em dólares que seja bem distribuída ao longo dos prazos. Isso não só funcionará como referência para emissões do setor corporativo, mas também permitirá que o governo antecipe o financiamento de compromissos futuros na mesma moeda.

Coordenação da Emissão

A coordenação dessa operação ficará sob a responsabilidade dos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo Mitsui Banking Corporation. O Tesouro Nacional comunicou que os detalhes finais da emissão, incluindo volume e condições financeiras, serão divulgados ao término do processo, que também ocorrerá nesta segunda-feira, 9 de fevereiro.

Movimentação Recente no Mercado Internacional

Essa movimentação acontece poucos meses após a última participação do Brasil no mercado internacional. Em novembro, o Tesouro captou um total de US$ 2,25 bilhões por meio de títulos que tinham vencimento em 2033 e também realizou a reabertura de um título de 10 anos com vencimento em 2035, ampliando assim a presença do país ao longo da curva denominando em dólar.

Visando a Administração da Dívida Pública

Ao recorrer novamente ao mercado externo, o Tesouro está buscando gerenciar o perfil da dívida pública de maneira eficaz. Esse esforço é direcionado à redução dos riscos que estão associados à concentração de vencimentos em moeda estrangeira, além de preservar as alternativas de financiamento em um cenário global que ainda é marcado por volatilidade nas taxas de juros internacionais. A análise do mercado tende a se concentrar na demanda pelos papéis e nos prêmios exigidos pelos investidores, elementos que podem impactar a percepção do risco soberano. Além disso, isso poderá influenciar as condições futuras de captação do país.

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Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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