Intervenções do Tesouro Nacional
O Tesouro Nacional realizou, nesta manhã de quarta-feira (18), leilões extraordinários simultâneos, durante os quais recomprou 3,15 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 4,42 milhões de Notas do Tesouro Nacional (NTN-F). Ambos os títulos são prefixados, totalizando um valor de R$5,41 bilhões.
Detalhes das Recompreas
No que diz respeito às LTNs, foram recomprados 1,15 milhão de títulos com vencimento em 01/01/2030, totalizando R$704,8 milhões, além de 2 milhões de papéis com vencimento em 01/01/2032, no valor de R$941,9 milhões. Em relação às NTN-F, 2,72 milhões de títulos com vencimento em 01/01/2033 foram recomprados, totalizando R$2,342 bilhões, e também 1,7 milhão de papéis com vencimento em 01/01/2035, avaliados em R$1,421 bilhão.
Embora o Tesouro tenha conduzido leilões simultâneos de venda de LTNs e NTN-F, ele não aceitou propostas nesses casos.
Contexto das Intervenções
Este evento marca o terceiro dia de intervenções extraordinárias do Tesouro, tendo como objetivo a eliminação de distorções na curva de juros brasileira. Essas ações ocorrem em meio à intensa pressão gerada pela situação de conflito no Oriente Médio.
Na semana passada, a aversão ao risco provocou um movimento significativo de venda por parte de grandes investidores, resultando em um aumento abrupto nas taxas de juros. Por exemplo, o Tesouro Prefixado 2029 alcançou a taxa de 14,25% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+ 2032 registrou um juro real de 7,93%, níveis que não eram vistos há vários meses.
Consequentemente, o Tesouro Nacional optou por cancelar os leilões de venda de títulos indexados à inflação programados para 17 de março e de títulos prefixados que estavam agendados para 19 de março. Em seu lugar, foram realizados leilões extraordinários de recompra, visando injetar liquidez no sistema financeiro.
Recompras Realizadas
- Segunda-feira (16/03): Recompra de aproximadamente R$ 12,1 bilhões em títulos prefixados.
- Terça-feira (17/03): Recompra adicional de R$ 9,05 bilhões.
Ao atuar como comprador no mercado, o governo consegue gerar uma demanda que sustenta os preços dos ativos. Isso resulta em uma redução das taxas de retorno oferecidas pelo mercado, diminuindo, assim, o prêmio de risco associado a esses ativos.
*Com informações da Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br

