Ataque dos EUA à Venezuela
Os Estados Unidos realizaram um ataque noturno contra a Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro, conforme declaração feita pelo presidente Donald Trump neste sábado (3). Essa ação se deu após meses de pressão sobre Maduro, que enfrenta acusações de tráfico de drogas e questionamentos sobre a legitimidade de seu governo.
Contexto da Intervenção
Desde a invasão do Panamá em 1989, quando os EUA depuseram o líder militar Manuel Noriega com acusações semelhantes, Washington não havia efetuado uma intervenção tão direta na América Latina. Trump afirmou, em uma postagem na rede social Truth Social, que "os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com sua esposa, capturado e levado para fora do país".
As autoridades americanas acusam Maduro de dirigir um "narcoestado" e de fraudar a eleição de 2024, que a oposição alega ter vencido de forma avassaladora. Maduro, por sua vez, alega que os Estados Unidos pretendem apropriar-se das vastas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo.
Detalhes da Operação
Trump ainda declarou que a operação foi realizada "em conjunto com as forças de aplicação da lei dos EUA", prometendo mais detalhes em uma coletiva de imprensa que ocorreria às 13h (horário de Brasília) em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida.
Uma fonte relacionada à segurança nacional esclareceu à Reuters que Maduro foi capturado por tropas de elite das forças especiais. Até o momento, o governo venezuelano não confirmou a captura ou a saída de Maduro do país. Em resposta, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, adotou uma postura desafiadora.
Reações do Governo Venezuelano
Padrino afirmou em um vídeo transmitido pela mídia estatal que "a Venezuela livre, independente e soberana rejeita com toda a força de sua história libertária a presença dessas tropas estrangeiras, que só deixaram para trás morte, dor e destruição". Ele ainda enfatizou a necessidade de união entre o povo venezuelano como forma de resistência.
Opinião da Oposição e Conflitos Internos
Embora diversos governos da América Latina critiquem Maduro e afirmem que ele fraudou a eleição de 2024, a ação militar dos EUA revive memórias dolorosas de intervenções anteriores. De maneira geral, essa intervenção encontra forte oposição tanto de governos quanto da população da região.
A oposição venezuelana, liderada pela recente ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, emitiu um comunicado na plataforma X, indicando que ainda não tinha uma posição oficial sobre os recentes eventos.
Situação em Caracas e Outros Estados
Na madrugada de sábado, explosões foram ouvidas em Caracas e em outras áreas, levando o governo de Maduro a declarar estado de emergência e a mobilizar tropas. Relatos indicaram que ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Testemunhas informaram à Reuters que explosões e a presença de aeronaves, assim como fumaça preta, eram visíveis em Caracas a partir das 2h da manhã (3h de Brasília), durando cerca de 90 minutos, de acordo com relatos e imagens que circularam nas redes sociais.
Fonte: www.moneytimes.com.br