Trump cita Pearl Harbor em encontro com primeiro-ministro japonês para justificar a secrecy do ataque ao Irã.

Trump cita Pearl Harbor em encontro com primeiro-ministro japonês para justificar a secrecy do ataque ao Irã.

by Patrícia Moreira
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Encontro Bilateral entre Japão e EUA

Referência a Pearl Harbor

Na quinta-feira, durante um momento que pode ser considerado desconfortável no Salão Oval, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma referência ao ataque a Pearl Harbor durante sua primeira reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O encontro ocorreu após sua vitória eleitoral expressiva.

Pergunta de um Repórter Japonês

Quando um repórter japonês questionou por que os EUA não informaram seus aliados, como o Japão, antes de realizar os ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, Trump explicou que isso foi feito para manter o elemento surpresa. Ele complementou: "Quem sabe melhor sobre isso? Por que você não me contou sobre Pearl Harbor? Você acredita muito mais em surpresas do que eu." Essa declaração aludia ao ataque surpresa japonês à Frota do Pacífico dos EUA em 1941, que resultou na morte de mais de 2.400 pessoas e levou os Estados Unidos a entrar na Segunda Guerra Mundial.

Reação de Takaichi

A primeira-ministra Takaichi aparentou respirar fundo e se inclinou para trás em sua cadeira, exibindo uma expressão de desconforto.

Comentários sobre o Ataque ao Irã

Trump comentou que o ataque surpresa foi benéfico para os EUA, afirmando que "destruiu 50% do que prevíamos" em relação ao Irã nos primeiros dois dias após os ataques.

Apoio na Segurança do Estreito de Hormuz

Durante o encontro, Trump elogiou o Japão por "se esforçar" para ajudar nas iniciativas que visam garantir a segurança do Estreito de Hormuz, "diferente da NATO." Antes do encontro, Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Países Baixos publicaram uma declaração conjunta que expressava sua disposição em "contribuir para esforços adequados para garantir um trânsito seguro pelo Estreito."

Chamado para a Colaboração

Trump havia solicitado que o Japão e outros países ajudassem a assegurar o Estreito de Hormuz. No entanto, Takaichi declarou em uma reunião na segunda-feira que não existiam planos para enviar embarcações navais para escoltar barcos no Oriente Médio. O escritório da primeira-ministra também informou em um post na plataforma X que "não havia um pedido específico dos Estados Unidos ao Japão para o envio de embarcações."

Considerações da Primeira-Ministra Japonesa

Na terça-feira, a primeira-ministra do Japão manifestou que o governo estava considerando o que poderia ser feito dentro dos limites da legislação do país. As Forças de Autodefesa do Japão estão subordinadas a uma constituição pacifista, que renuncia à guerra e à ameaça ou uso da força na resolução de disputas internacionais.

Críticas a Aliados da NATO

Trump criticou os aliados da NATO no início da semana, afirmando que a aliança ao não se juntar à guerra estava "cometendo um erro muito tolo." Em resposta, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou na segunda-feira que "esta não é nossa guerra, nós não a iniciamos", uma posição que também foi adotada pelo presidente francês Emmanuel Macron.

Posicionamento da Alemanha

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, declarou na quinta-feira que "declaramos que enquanto a guerra continuar, não participaremos de garantir a liberdade de navegação no Estreito de Hormuz, por exemplo, por meios militares," segundo informações da Reuters.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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