Trump decide suspender sanções tecnológicas antes de encontro com Xi Jinping.

Trump decide suspender sanções tecnológicas antes de encontro com Xi Jinping.

by Fernanda Lima
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Medidas de Segurança Tecnológica e Relações EUA-China

Arquivamento de Medidas Importantes

O governo do ex-presidente Donald Trump decidiu arquivar uma série de importantes medidas de segurança tecnológica que impactam a China antes de uma reunião entre os líderes dos dois países, programada para abril. Essas medidas incluíam a proibição das operações da China Telecom nos Estados Unidos e a imposição de restrições à venda de equipamentos chineses para centros de dados americanos, conforme relatado por fontes anônimas.

Suspensão de Propostas de Proibição

Além disso, os EUA suspenderam propostas que visavam proibir a venda de roteadores fabricados pela TP-Link, bem como proibições relacionadas aos serviços de internet das empresas China Unicom e China Mobile nos EUA. Outra medida que estava em consideração seria a proibição da venda de caminhões e ônibus elétricos chineses no território americano. Quatro pessoas ligadas ao assunto, que preferiram não ser identificadas, confirmaram essas informações.

Contexto das Decisões

Essas decisões não foram anteriormente divulgadas e representam mais um capítulo nas ações do governo Trump, que busca conter decisões que poderiam gerar conflitos com Pequim. Essa estratégia surgiu após uma trégua comercial entre Xi Jinping, presidente da China, e Donald Trump, alcançada em outubro. Durante essa trégua, os chineses se comprometeram a postergar restrições rigorosas à exportação de minerais raros essenciais para a fabricação de tecnologia globalmente.

Defesa do Departamento de Comércio

O Departamento de Comércio dos EUA justificou suas ações afirmando estar utilizando suas autoridades para tratar dos riscos à segurança nacional trazidos pela tecnologia estrangeira e destacou a continuidade dessa prática.

Críticas e Vulnerabilidades

Embora as ações do governo visem reduzir as tensões comerciais associadas à intensa guerra comercial instaurada sob a gestão Trump, críticos apontam que essas decisões podem deixar os data centers americanos e outras tecnologias vulneráveis a ameaças provenientes da China, especialmente à medida que a construção desses centros se intensifica em resposta à crescente demanda por inteligência artificial.

Opiniões de Especialistas

Matt Pottinger, ex-vice-conselheiro de segurança nacional durante o primeiro mandato de Trump, comentou a situação, descrevendo como irônico que, em um momento em que os EUA tentam se desvincular da influência chinesa nas cadeias de suprimento de terras raras, estejam permitindo que Pequim amplie sua influência na economia americana, especialmente em setores como telecomunicações, centros de dados, inteligência artificial e veículos elétricos.

Reação da Embaixada da China

A Embaixada da China, por sua vez, expressou oposição à transformação de questões comerciais e tecnológicas em armas políticas, ao mesmo tempo que se mostrou favorável à cooperação com os EUA. A Embaixada acredita que esse caminho pode levar a um futuro onde ambos os países avancem em direção ao respeito mútuo e à coexistência pacífica.

Declarações da TP-Link Systems Inc.

A TP-Link Systems Inc., que possui sede na Califórnia e se desvinculou de uma empresa chinesa em 2024, enfatizou que é uma empresa americana de propriedade independente, com software gerenciado nos EUA, dados hospedados no país e práticas de segurança que cumprem os padrões da indústria americana. A empresa refutou qualquer sugestão de que estaria sob controle estrangeiro ou representasse risco à segurança nacional, classificando essas alegações como categoricamente falsas.

Respostas da Casa Branca e dos Legisladores

A Casa Branca, assim como as gigantes estatais chinesas de telecomunicações China Telecom, China Mobile e China Unicom, não se manifestaram sobre as suspensões das medidas ou os motivos para tal. Trump planeja visitar Pequim em abril e já convidou Xi para visitar os Estados Unidos no final do ano. Por outro lado, alguns legisladores democratas manifestaram oposição ao arquivamento das medidas.

Críticas de Chuck Schumer

Chuck Schumer, líder da minoria no Senado dos EUA, criticou a decisão, afirmando que não é coerente afirmar ser severo com a China e ao mesmo tempo permitir que o Partido Comunista Chinês infiltre sua tecnologia em infraestruturas e empresas americanas críticas. Ele acrescentou que, ao buscar agradar ao presidente Xi, Trump estaria comprometendo a segurança nacional e colocando em risco dados pessoais de milhões de cidadãos americanos.

Objetivos das Medidas Arquivadas

As medidas que foram suspensas tinham como alvo inicial a prevenção da exploração de dados americanos confidenciais por Pequim, evitando, assim, possíveis chantagens e o roubo de propriedade intelectual. Essas ações eram vistas como uma forma de impedir que a China se posicionasse em sistemas conectados à internet com a intenção de sabotar infraestruturas críticas.

Protelamento de Ações do Subsecretário

Durante o ano anterior, o subsecretário de Comércio, Jeffrey Kessler, adiou o avanço das medidas, alegando a necessidade de obter aprovação da Casa Branca e do secretário de Comércio Howard Lutnick. O Departamento de Comércio e Kessler não comentaram sobre essa descrição dos eventos.

Mudanças no Foco das Ações Governamentais

Após a trégua comercial de outubro, a liderança instruiu funcionários do escritório responsável pela repressão a ameaças tecnológicas estrangeiras a se concentrarem no Irã e na Rússia. O Irã não é considerado uma ameaça tecnológica comparável à da China ou da Rússia. O Departamento de Comércio não fez comentários sobre a alteração de foco.

Mudanças na Liderança do Departamento de Comércio

No mês passado, o Departamento de Comércio demitiu a responsável pelo escritório de supervisão. Sua substituição será Katelyn Christ, uma nomeada política com experiência no setor. Segundo fontes, Christ poderia reviver algumas das medidas no caso de um endurecimento das relações com a China após a cúpula de abril.

Crescimento dos Centros de Dados

Defensores de uma postura firme em relação à China enfatizam que as ações governamentais não podem ser adiadas. Projeções indicam que a capacidade dos centros de dados nos EUA deverá crescer quase 120% até 2030, conforme informações da imobiliária global Jones Lang LaSalle.

Percepções de David Feith

David Feith, que atuou nas duas administrações de Trump, descreveu o hardware dos centros de dados associados à China como uma crescente ameaça à segurança nacional. Ele pediu por ações imediatas para enfrentar o problema.

Vulnerabilidades em Infraestruturas Americanas

Feith alertou que os centros de dados americanos podem se transformar em "ilhas remotamente controladas da soberania digital chinesa", à medida que os EUA silenciosamente criam vulnerabilidades estratégicas em sua infraestrutura de inteligência artificial e energia.

Comentários de Wendy Cutler

Wendy Cutler, ex-vice-representante comercial interina dos EUA e atualmente no Asia Society Policy Institute, observou que é lógico o governo arquivar medidas punitivas em relação à tecnologia enquanto busca uma “estabilização” nas relações com a China. Segundo ela, os chineses manifestaram que, em sua visão, estabilização significa o fim dos controles de exportação e outras medidas restritivas.

Influência e Ação do Presidente

Cutler destacou que, além de possuir influência, a China está disposta a utilizá-la, o que limita a capacidade do presidente americano de tomar ação efetiva.

Cooperação da TP-Link com o Departamento de Comércio

A TP-Link buscou entrar em contato com o Departamento de Comércio no ano anterior, apresentando sugestões a respeito de como poderia tratar preocupações relacionadas à segurança nacional. Isso abriu espaço para uma regulamentação menos restritiva em relação à venda de seus roteadores nos Estados Unidos.

Respostas da TP-Link às Acusações

Em resposta a solicitações da Reuters sobre as medidas que afetam sua tecnologia, a TP-Link afirmou que seus roteadores não são alvos únicos de ataques cibernéticos e que seu código passou por rigorosos testes realizados por especialistas americanos para evitar o uso de métodos secretos que possam contornar controles de segurança. A empresa também reafirmou sua total cooperação com o Departamento de Comércio e optou por não comentar sobre os detalhes de uma investigação governamental em andamento.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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