Trump diminui ameaças tarifárias e sinaliza acordo iminente sobre a Groenlândia.

Recusa de Tarifas e Acordo sobre a Groenlândia

Após semanas de retórica que colocaram em risco as relações transatlânticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou repentinamente nesta quarta-feira das ameaças de impor tarifas com o intuito de adquirir a Groenlândia. Trump anunciou a possibilidade de um acordo para encerrar a disputa envolvendo essa região.

“Formamos o arcabouço de um futuro acordo com relação à Groenlândia e, de fato, à toda a região do Ártico”, afirmou Trump em sua plataforma Truth Social. “Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro.”

Discurso no Fórum Econômico Mundial

Os comentários de Trump ocorreram após ele descartar a ideia de tomar o território dinamarquês à força durante seu discurso na reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Na mesma ocasião, ele se reuniu com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e reconheceu o desconforto nos mercados financeiros resultante de suas ameaças.

Trump revelou que encarregou o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o enviado especial Steve Witkoff de participar das discussões sobre a Groenlândia. O presidente também se comprometeu a fornecer mais informações “à medida que as discussões progredissem”.

Postura sobre o Uso da Força

“Das pessoas achavam que eu usaria a força, mas não preciso usar a força”, destacou Trump no início de seu discurso no resort suíço. “Eu não quero usar a força. Não usarei a força”, acrescentou, reafirmando sua postura.

Reação do Mercado Financeiro

A mudança de atitude em relação às tarifas resultou em uma recuperação no mercado acionário, com o índice S&P 500 apresentando uma alta superior a 1,5%. Essa recuperação foi observada após as ações terem enfrentado a maior queda em três meses.

Tensão com Aliados da Otan

Os aliados da Otan expressaram preocupação com as crescentes ameaças de Trump de tomar o território dinamarquês, que é considerado um aliado de longa data dos EUA na Otan. Desde seu retorno ao cargo, Trump fez referências a ameaças sérias que causaram apreensão nos mercados, mas que foram posteriormente suavizadas ou retiradas completamente.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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