Insatisfação de Trump com proposta iraniana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua insatisfação em relação à mais recente proposta do Irã, que visa resolver o conflito de dois meses que afetou a oferta de energia, pressionou a inflação e resultou na morte de milhares de pessoas. Uma fonte da administração americana comentou que as expectativas de uma resolução pacífica diminuem.
Detalhes da proposta iraniana
A proposta mais recente do Irã sugere que as discussões sobre o programa nuclear iraniano sejam adiadas até que a guerra — que foi suspensa após um cessar-fogo anunciado recentemente — seja encerrada e as disputas sobre o transporte marítimo no Golfo sejam resolvidas.
Reações do governo dos EUA
Trump tomou a posição de que deseja discutir as questões nucleares desde o início, conforme informado por uma autoridade que participou de uma reunião com seus assessores, mas preferiu permanecer anônima. A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, ressaltou que os Estados Unidos deixaram claro quais são suas “linhas vermelhas” ao tentar finalizar o conflito, que começou em fevereiro ao lado de Israel.
Histórico do acordo nuclear
Em 2015, um acordo estabelecido entre o Irã e várias nações, incluindo os Estados Unidos, resultou na redução significativa do programa nuclear iraniano, que o país sempre alegou ter propósitos civis e pacíficos. Contudo, esse acordo foi desfeito quando Trump decidiu retirar os EUA unilateralmente durante seu primeiro mandato.
Diminuição das esperanças de paz
As perspectivas de reativar os esforços de paz se tornaram ainda mais sombrias após o cancelamento, por parte do presidente dos EUA, de uma visita de seu enviado especial, Steve Witkoff, e de seu genro, Jared Kushner, ao Paquistão, onde atuam como mediadores nas negociações.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, fez visitas a Islamabad duas vezes durante o fim de semana. Ele também conferenciou com autoridades em Omã e, na segunda-feira, se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, onde recebeu apoio de um aliado de longa data.
Posição iraniana sobre defesa
O vice-ministro da Defesa do Irã, Reza Talaei-Nik, declarou que Teerã está disposto a compartilhar recursos de defesa e experiências conquistadas com a “derrota dos Estados Unidos” com nações consideradas “independentes”, incluindo aquelas que fazem parte da Organização de Cooperação de Xangai, que reúne Irã, Rússia, China, Índia, Paquistão e países da Ásia Central.
Preços do petróleo voltam a subir
Com os lados ainda separados em suas negociações, os preços do petróleo iniciaram uma nova fase de alta, tendo um aumento próximo a 3% na terça-feira, expandindo assim os ganhos registrados na sessão anterior.
Análise sobre o fluxo de petróleo
De acordo com Fawad Razaqzada, analista da City Index e da FOREX.com, “Para os operadores de petróleo, não é mais a retórica que conta, mas o fluxo físico real de petróleo pelo Estreito de Ormuz — e, neste momento, esse fluxo permanece restrito.”
Pelo menos seis navios-tanque carregados com petróleo iraniano foram obrigados a retornar ao Irã em decorrência do bloqueio imposto pelos Estados Unidos nos últimos dias, revelando assim o impacto do conflito sobre o tráfego marítimo.
Reação do Irã ao bloqueio
O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou as ações dos EUA contra os navios-tanque ligados ao país, classificando-as como uma “legalização pura e simples da pirataria e do assalto à mão armada em alto-mar”, em uma postagem nas redes sociais.
No entanto, a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, afirmou à mídia estatal na terça-feira que o Irã já havia se preparado para possíveis cenários de bloqueio marítimo desde a eleição presidencial nos Estados Unidos em 2024 e implementou as medidas necessárias para assegurar que “não haja motivo de preocupação”.
Alternativas iranianas para o transporte marítimo
Ela explicou que Teerã tem explorado corredores comerciais ao norte, leste e oeste, que não dependem dos portos do Golfo, a fim de minimizar os impactos do bloqueio.
Antes do início do conflito, entre 125 e 140 navios transitavam pelo Estreito de Ormuz diariamente. Contudo, no último dia contabilizado, apenas sete realizaram essa rota, conforme dados da Kpler e análises de satélite da SynMax, e nenhum deles transportava petróleo com destino ao mercado global.
Fonte: www.moneytimes.com.br