Trump se pronuncia em Davos diante de ameaças tarifárias a aliados europeus

Trump se pronuncia em Davos diante de ameaças tarifárias a aliados europeus

by Fernanda Lima
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Discurso de Donald Trump no Fórum Econômico Mundial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará do Fórum Econômico Mundial que acontece em Davos, na Suíça. O seu discurso está agendado para quarta-feira, dia 21, às 10h30 (horário de Brasília), e deverá ter uma duração aproximada de uma hora.

Expectativas em meio a uma Turbulência Global

A presença de Trump no evento suíço é bastante aguardada, especialmente em um contexto de turbulência global, caracterizado por ameaças tarifárias a países europeus e a sua expressão de interesse em adquirir a Groenlândia.

Pronunciamentos e Reuniões

Além do seu discurso, Trump também deverá se pronunciar na reunião do Conselho de Paz, marcada para às 6h30 (horário de Brasília) na quinta-feira, dia 22. A Casa Branca divulgou recentemente que o grupo que supervisionará a reconstrução de Gaza será liderado pelo presidente dos EUA.

Composição do Conselho de Paz

O chamado “Conselho Executivo Fundador” do grupo será composto pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e pelo genro do presidente, Jared Kushner, além do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Convite ao Brasil

O Brasil recebeu um convite direto de Trump para participar do Conselho da Paz, encaminhado ao presidente Lula através do Itamaraty. O governo brasileiro está avaliando a proposta com cautela antes de tomar uma decisão.

Estrutura do Fórum

O encontro anual da elite global em Davos começou na segunda-feira e seguirá até sexta-feira, dia 23. O segundo dia do Fórum, que ocorrerá na terça-feira, dia 20, coincide com o aniversário de um ano do retorno de Donald Trump à Casa Branca. Além dos discursos previstos, Trump deverá se reunir com líderes empresariais de renome global, conforme apontam fontes da agência Reuters.

Participações Notáveis

Na quarta-feira, além de Trump, também estarão presentes no Fórum Jensen Huang, presidente e CEO da Nvidia; Jamie Dimon, presidente e CEO do JPMorgan Chase; e Javier Milei, presidente da Argentina.

Delegação Internacional Presente

O evento anunciou que mais de três mil delegados de pelo menos 130 países estarão presentes neste ano, incluindo 64 chefes de Estado e de governo, especialmente de nações pertencentes a economias emergentes.

Imposição de Tarifas sobre a Groenlândia

No sábado, dia 17, o presidente dos EUA revelou uma sobretaxa de 10% sobre países europeus que enviaram tropas para os exercícios militares da Operação Arctic Endurance, realizados na Groenlândia.

Países Afetados pela Tarifa

Os países que serão taxados, a partir do dia 1º de fevereiro, incluem Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, todos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Trump anunciou que a taxa será aumentada para 25% a partir de junho, reiterando que a tarifa permanecerá enquanto não for alcançado um acordo de compra integral da Groenlândia.

Reações e Imagens em Redes Sociais

Na terça-feira, Trump voltou a abordar a questão, publicando imagens geradas por inteligência artificial que mostram a Groenlândia como parte do território dos Estados Unidos. O presidente dos EUA indicou que terá diversas reuniões sobre a Groenlândia, embora tenha informado que não comparecerá à reunião emergencial do G7 proposta pelo presidente francês Emmanuel Macron.

Repercussões na União Europeia

O Parlamento Europeu está avaliando a possibilidade de suspender a implementação do acordo comercial realizado no ano anterior com os Estados Unidos, em sinal de protesto contra as novas tarifas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou em uma reunião com uma delegação bipartidária do Congresso dos EUA que essas novas tarifas são prejudiciais aos interesses comerciais e de investimentos de ambas as partes.

Tensões em Davos

A tensão em relação a esses assuntos foi palpável em Davos. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que o governo dos Estados Unidos poderia aumentar ainda mais as tarifas sobre os países europeus caso houvesse retaliações por parte da União Europeia.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, enfatizou que os países europeus não devem retaliar contra a intenção de Trump de anexar a Groenlândia e ressaltou a necessidade de “manter a mente aberta”, minimizando a situação como uma “histeria” sobre uma possível guerra comercial.

Chamados à Redução de Tensões

A diretora-geral da Organização Mundial do Comércio, Ngozi Okonjo-Iweala, defendeu que todas as partes devem buscar maneiras de reduzir tensões em torno das exigências americanas para evitar uma guerra comercial completa. Em uma direção semelhante, o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, apelou contra o protecionismo, mencionando que as recentes tarifas globais e guerras comerciais têm causado sérios impactos na economia mundial. Ele ressaltou que “guerras tarifárias e comerciais não têm vencedores”, alertando sobre o risco de fragmentação da economia global e a interrupção da distribuição global de recursos.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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