Discurso de Donald Trump no Fórum Econômico Mundial
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará do Fórum Econômico Mundial que acontece em Davos, na Suíça. O seu discurso está agendado para quarta-feira, dia 21, às 10h30 (horário de Brasília), e deverá ter uma duração aproximada de uma hora.
Expectativas em meio a uma Turbulência Global
A presença de Trump no evento suíço é bastante aguardada, especialmente em um contexto de turbulência global, caracterizado por ameaças tarifárias a países europeus e a sua expressão de interesse em adquirir a Groenlândia.
Pronunciamentos e Reuniões
Além do seu discurso, Trump também deverá se pronunciar na reunião do Conselho de Paz, marcada para às 6h30 (horário de Brasília) na quinta-feira, dia 22. A Casa Branca divulgou recentemente que o grupo que supervisionará a reconstrução de Gaza será liderado pelo presidente dos EUA.
Composição do Conselho de Paz
O chamado “Conselho Executivo Fundador” do grupo será composto pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e pelo genro do presidente, Jared Kushner, além do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Convite ao Brasil
O Brasil recebeu um convite direto de Trump para participar do Conselho da Paz, encaminhado ao presidente Lula através do Itamaraty. O governo brasileiro está avaliando a proposta com cautela antes de tomar uma decisão.
Estrutura do Fórum
O encontro anual da elite global em Davos começou na segunda-feira e seguirá até sexta-feira, dia 23. O segundo dia do Fórum, que ocorrerá na terça-feira, dia 20, coincide com o aniversário de um ano do retorno de Donald Trump à Casa Branca. Além dos discursos previstos, Trump deverá se reunir com líderes empresariais de renome global, conforme apontam fontes da agência Reuters.
Participações Notáveis
Na quarta-feira, além de Trump, também estarão presentes no Fórum Jensen Huang, presidente e CEO da Nvidia; Jamie Dimon, presidente e CEO do JPMorgan Chase; e Javier Milei, presidente da Argentina.
Delegação Internacional Presente
O evento anunciou que mais de três mil delegados de pelo menos 130 países estarão presentes neste ano, incluindo 64 chefes de Estado e de governo, especialmente de nações pertencentes a economias emergentes.
Imposição de Tarifas sobre a Groenlândia
No sábado, dia 17, o presidente dos EUA revelou uma sobretaxa de 10% sobre países europeus que enviaram tropas para os exercícios militares da Operação Arctic Endurance, realizados na Groenlândia.
Países Afetados pela Tarifa
Os países que serão taxados, a partir do dia 1º de fevereiro, incluem Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, todos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Trump anunciou que a taxa será aumentada para 25% a partir de junho, reiterando que a tarifa permanecerá enquanto não for alcançado um acordo de compra integral da Groenlândia.
Reações e Imagens em Redes Sociais
Na terça-feira, Trump voltou a abordar a questão, publicando imagens geradas por inteligência artificial que mostram a Groenlândia como parte do território dos Estados Unidos. O presidente dos EUA indicou que terá diversas reuniões sobre a Groenlândia, embora tenha informado que não comparecerá à reunião emergencial do G7 proposta pelo presidente francês Emmanuel Macron.
Repercussões na União Europeia
O Parlamento Europeu está avaliando a possibilidade de suspender a implementação do acordo comercial realizado no ano anterior com os Estados Unidos, em sinal de protesto contra as novas tarifas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou em uma reunião com uma delegação bipartidária do Congresso dos EUA que essas novas tarifas são prejudiciais aos interesses comerciais e de investimentos de ambas as partes.
Tensões em Davos
A tensão em relação a esses assuntos foi palpável em Davos. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que o governo dos Estados Unidos poderia aumentar ainda mais as tarifas sobre os países europeus caso houvesse retaliações por parte da União Europeia.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, enfatizou que os países europeus não devem retaliar contra a intenção de Trump de anexar a Groenlândia e ressaltou a necessidade de “manter a mente aberta”, minimizando a situação como uma “histeria” sobre uma possível guerra comercial.
Chamados à Redução de Tensões
A diretora-geral da Organização Mundial do Comércio, Ngozi Okonjo-Iweala, defendeu que todas as partes devem buscar maneiras de reduzir tensões em torno das exigências americanas para evitar uma guerra comercial completa. Em uma direção semelhante, o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, apelou contra o protecionismo, mencionando que as recentes tarifas globais e guerras comerciais têm causado sérios impactos na economia mundial. Ele ressaltou que “guerras tarifárias e comerciais não têm vencedores”, alertando sobre o risco de fragmentação da economia global e a interrupção da distribuição global de recursos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


