Tudo o que sabemos até agora sobre a ‘gripe K’ no Brasil

Tudo o que sabemos até agora sobre a ‘gripe K’ no Brasil

by Ricardo Almeida
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Nova Variante do Vírus Influenza A/H3N2 no Brasil

Uma nova variante do vírus da gripe conhecida como H3N2, especificamente o subclado K, emergiu como uma das formas predominantes da doença em diversos países, incluindo o Reino Unido, Japão e partes da Europa. Recentemente, essa variante foi identificada no Brasil, onde foram registrados 4 casos confirmados até esta sexta-feira (19), atualmente sob investigação.

Um dos casos é de um paciente do estado do Pará, que retornou de viagem ao exterior. Os outros três casos foram identificados em Mato Grosso do Sul. A detecção do vírus gerou preocupação entre cientistas e autoridades de saúde, que estão monitorando sua evolução devido a duas principais razões: a presença de mutações em relação à cepa utilizada nas vacinas contra a gripe em alguns países neste ano e a ocorrência de uma “temporada de gripe” mais extensa do que o usual no hemisfério norte.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram um alerta epidemiológico, destacando o aumento de casos e internações associados à nova variante no hemisfério norte. Os termos “gripe K” e “supergripe” começaram a surgir com frequência nas manchetes.

O que é a ‘gripe K’ e o que sabemos até agora?

A variante H3N2 foi detectada pela primeira vez em junho deste ano e, em seguida, sua disseminação foi notada rapidamente durante a temporada de gripe, especialmente em alguns países do hemisfério sul. Na Europa, a Noruega foi o primeiro país a confirmar um caso, seguida pelo Reino Unido, onde a temporada de gripe começou de 4 a 5 semanas antes do habitual.

Em indivíduos infectados, os sintomas atribuídos ao subclado K não apresentam diferenças em relação aos sinais típicos de outras gripes. Geneticamente, a variante é distinta de outros tipos de H3N2, mas mantém semelhanças com outras gripes sazonais já conhecidas.

Um ponto de preocupação para os especialistas é a possibilidade de que o novo vírus consiga resistir à imunidade que a população já possui, seja adquirida por infecções anteriores ou por vacinas existentes.

A ‘gripe K’ pode resistir às vacinas que conhecemos, então?

Até o momento, estudos laboratoriais e populacionais indicam que essa resistência ainda não se concretizou. A professora Nicola Lewis, Diretora do Centro Mundial de Influenza do Instituto Francis Crick em Londres, destacou a importância de prestar atenção a alertas sobre novas cepas virais, afirmando: “Quando observamos um novo grupo genético de vírus emergente, damos atenção a esses sinais.”

Em um estudo ainda não publicado, Lewis e sua equipe avaliaram a resposta imunológica de pessoas expostas ao subclado K em comparação com outras variantes de gripe. Os resultados preliminares sugerem que não há um “sinal claro” de brechas na imunidade que a “gripe K” possa explorar. Isso sugere que as defesas já existentes dos indivíduos continuam a oferecer uma proteção significativa e que pessoas vacinadas ainda respondem de maneira eficaz.

Esta não é uma ‘supergripe’, como já foi chamada?

O termo “supergripe” não se originou de estudos científicos. De acordo com a professora Lewis, não há evidências que suportem a ideia de que o subclado K seja mais perigoso que outros vírus H3N2. Atualmente, o risco para a população é considerado moderado, mas é importante notar que qualquer tipo de gripe pode apresentar riscos sérios para grupos vulneráveis, como idosos, mulheres grávidas e pessoas com sistema imunológico comprometido.

Estima-se que a gripe sazonal, em geral, resulte anualmente em cerca de 3 a 5 milhões de casos graves e até 650 mil mortes devido a complicações respiratórias em todo o mundo.

Como se prevenir contra a gripe K?

A observação nos próximos dias e meses será crucial para que os cientistas compreendam melhor o comportamento da nova variante. Entretanto, as orientações de prevenção permanecem inalteradas e semelhantes às recomendadas para outros vírus de gripe em circulação: manter a vacinação em dia, higienizar as mãos frequentemente e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios.

*Com informações dos portais G1, Gavi.org e The Independent.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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