O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, fez congratulações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) pela colaboração que resultou na entrega do túnel Santos-Guarujá.
Durante sua fala na B3, na sexta-feira (5), após a construtora portuguesa Mota-Engil ter ganhado a concessão do túnel, Costa Filho compartilhou: “Quando mencionei ao presidente a relevância dessa obra e a necessidade de cooperação com o governo de São Paulo, ele imediatamente contatou [o Tarcísio]. Eles tiveram uma conversa excelente e, ao final, decidiram em benefício do estado e do povo brasileiro”.
Posteriormente, o ministro elogiou ambos os líderes pela “visão, capacidade de união e disposição para se sentar à mesa. Após 100 anos, conseguiram entregar o túnel ao povo de São Paulo”.
Ele concluiu afirmando que “independentemente de orientações políticas como direita, esquerda ou centro, o que a população brasileira realmente precisa são ações concretas e obras estruturantes”.
Projeto
O túnel representa o maior projeto do Novo PAC, com um investimento previsto de R$ 6,8 bilhões. Desse total, R$ 5,1 bilhões serão provenientes de aportes públicos, sendo este montante dividido de forma equitativa entre a União e o Estado de São Paulo.
Atualmente, mais de 21 mil veículos realizam a travessia entre as duas margens utilizando balsas e catraias diariamente. Além desse número significativo de veículos, também há um fluxo diário de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres. Com a nova infraestrutura do túnel, essa travessia será completada em poucos minutos, o que resultará na redução de filas e na otimização do fluxo logístico do Porto de Santos.
A extensão total do túnel será de 1,5 quilômetro, com 870 metros submersos. A estrutura contará com três faixas de rolamento em cada sentido, sendo que uma delas será destinada ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
Além disso, o túnel terá acessos adequados para pedestres e ciclistas. As obras têm previsão de início ainda neste ano.
Com a introdução de uma tecnologia pioneira no Brasil, o projeto propõe uma concessão com duração de 30 anos.