Veja o que os principais analistas estão dizendo sobre os lucros da Apple

Veja o que os principais analistas estão dizendo sobre os lucros da Apple

by Patrícia Moreira
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Resultados Financeiros da Apple

Na última quinta-feira, a Apple divulgou resultados financeiros robustos, elevando as expectativas de que as ações da empresa ainda têm bastante espaço para crescer, mesmo diante do aumento dos custos de memória que pressionam a lucratividade do fabricante de iPhones. O grupo, conhecido como "Magnificent Seven", registrou uma receita de US$ 111,18 bilhões no segundo trimestre fiscal, superando a previsão de US$ 109,66 bilhões. Esse total de vendas incluiu um valor abaixo do esperado, de US$ 56,99 bilhões, proveniente das vendas de iPhones, comparado aos US$ 57,21 bilhões projetados pelos analistas consultados pela LSEG. As receitas provenientes de Macs e iPads foram superiores às expectativas.

Lucros e Projeções

Os ganhos alcançaram US$ 2,01 por ação, acima da estimativa média do mercado, que era de US$ 1,95 por ação. A empresa também previu que a receita do trimestre de junho aumentará entre 14% e 17% em comparação ao ano anterior. Os analistas haviam estimado um crescimento de 9,5%, totalizando US$ 103 bilhões para o mesmo período, conforme dados da LSEG. No pré-mercado de sexta-feira, as ações da Apple subiram quase 4%.

Opiniões de Analistas

O analista Erik Woodring, da Morgan Stanley, comentou que os resultados demonstraram um forte momentum nas vendas de iPhones, Macs e Serviços, além da capacidade da Apple de gerenciar a inflação de custos, que têm sido preocupações para os investidores. "O relatório da noite passada foi o evento esclarecedor que a Apple precisava para que as ações se destacassem antes do lançamento do iPhone em setembro", disse.

A Morgan Stanley mantém uma classificação de "overweight" para as ações da Apple, estabelecendo um preço-alvo de US$ 330, o que sugere um potencial de alta de 22% em relação ao fechamento de quinta-feira. As ações têm se mantido estáveis no ano até a data, apresentando desempenho inferior ao mercado geral, à medida que os investidores expressam dúvidas sobre a capacidade da Apple de realizar com sucesso sua ambiciosa transição para a inteligência artificial, especialmente em meio à atual escassez na oferta de memória.

Perspectivas de Outros Analistas

Citi: Compra, US$ 315

O analista Atif Malik do Citi acredita que a Apple pode ter um potencial de 16% de valorização, segundo sua meta de preço. Ele reconhece que as preocupações macroeconômicas e o impacto sobre o consumo são válidas, mas acredita que o crescimento da base instalada de produtos e assinaturas da Apple deve ajudar a impulsionar a demanda nos próximos anos. Malik afirma que o pacote completo de produtos, software e serviços é o que torna a Apple única, uma vez que outros concorrentes não têm esse controle. Ele também espera uma expansão da margem bruta impulsionada por uma combinação de preços mais alta nas vendas de iPhone, conquista de mercado em economias emergentes, e a continuação do design interno de chips de celular para reduzir os custos de materiais.

Bank of America: Compra, US$ 330

O analista Wamsi Mohan do Bank of America prevê uma valorização de 22% para as ações da Apple com base no fechamento de quinta-feira. "Continuamos otimistas com as ações da Apple ao entrarmos em 2026, considerando que (1) as receitas do iPhone estão superando as expectativas, (2) as margens brutas continuam fortes apesar dos desafios commodities, (3) a Siri com inteligência artificial estará disponível em 2026, (4) um iPhone dobrável é esperado para este outono, (5) um novo recorde da base instalada de dispositivos, e (6) a transição de liderança em setembro, onde John Ternus se concentrará nos lançamentos de produtos enquanto Tim Cook assume o cargo de presidente."

Barclays: Abaixo da Média, US$ 253

O analista Tim Long do Barclays elevou recentemente sua meta de preço para as ações da Apple, embora acredite que a valorização esteja esticada, dado que ainda não está claro como será a estratégia de inteligência artificial da empresa e sua monetização. Ele observa que, apesar de a Apple ter registrado um bom trimestre e orientações positivas para junho, permanece cauteloso quanto à sustentabilidade da força das vendas, especialmente no que diz respeito ao iPhone e ao mercado chinês.

JPMorgan: Sobrepeso, US$ 325

O analista Samik Chatterjee do JPMorgan atribuiu uma meta de preço que é 20% superior ao fechamento das ações na última quinta-feira. Chatterjee aponta que os resultados recentes da Apple estão cercados de preocupações sobre a gestão dos custos relacionados à memória, embora a empresa tenha consistentemente superado suas expectativas de margens brutas. Apesar dessas preocupações, ele acredita que a capacidade de Apple em gerenciar suas margens brutas será crucial, especialmente em um cenário de demanda crescente para seus produtos.

Goldman Sachs: Compra, US$ 340

O analista Michael Ng do Goldman Sachs estabeleceu um preço-alvo 25% superior ao fechamento das ações na última quinta-feira. Ele enfatiza que os resultados demonstraram um forte desempenho nas vendas de iPhones, Macs e Serviços, refletindo a capacidade da Apple de gerenciar efetivamente a inflação de custos. Ng acredita que o foco do mercado em um crescimento mais lento das receitas de produtos pode ofuscar a força do ecossistema da Apple e a durabilidade das receitas associadas.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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