Desempenho da Black Friday nos Estados Unidos
A Black Friday nos Estados Unidos registrou um aumento de 4,1% nas vendas do varejo, excluindo automóveis, em comparação com o ano de 2024, de acordo com dados preliminares do Mastercard SpendingPulse. Este indicador é responsável por acompanhar transações realizadas em lojas físicas e online, abrangendo todos os meios de pagamento. Vale ressaltar que o levantamento não é ajustado pela inflação.
Impulso do Comércio Eletrônico
O crescimento no desempenho do varejo foi, em grande parte, impulsionado pelo comércio eletrônico. As vendas online avançaram 10,4% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas presenciais registraram um incremento de 1,7%.
Comportamento dos Consumidores
Michelle Meyer, economista-chefe do Mastercard Economics Institute, destacou que "os consumidores estão demonstrando uma incrível sagacidade nesta temporada". Ela enfatizou que muitos estão aproveitando as promoções e realizando compras antecipadas para se prepararem para um cenário econômico que ainda apresenta incertezas.
Setores em Destaque
Diversos setores se destacaram durante a Black Friday, com o setor de vestuário apresentando uma expansão de 5,7%. Este crescimento foi estimulado por descontos atrativos e pela queda nas temperaturas. Além disso, as vendas de joias aumentaram em 2,75%, refletindo a demanda por itens de presente durante a época festiva.
Alta nos Restaurantes
O SpendingPulse também revelou que os restaurantes tiveram um aumento de 4,5% nas vendas. Isso indica que a prática de comer fora continua se consolidando como um aspecto importante das festividades de fim de ano.
Atenção às Compras Digitais
O relatório destaca ainda o crescimento das compras digitais, assim como os riscos associados a elas. De acordo com a Mastercard, 72% dos consumidores realizaram compras em sites desconhecidos, mesmo que muitos deles afirmem evitar esse tipo de transação.
Alertas ao Consumidor
Entre os principais alertas aos consumidores, estão as ofertas de "preços bons demais para serem verdade", erros de ortografia nos sites e pedidos excessivos de informações pessoais. A empresa também destacou que quase um em cada cinco compradores já adquiriu um produto que nunca chegou, e 16% relataram ter recebido itens falsificados.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br