Acordo Comercial com o Mercosul
Pedido da Presidente da Comissão Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, solicitou que os líderes dos 27 países membros da União Europeia aprovem o esperado acordo comercial da União com os países do Mercosul. Essa solicitação ocorre após surgirem resistências de nações, como a França, de última hora.
Importância do Acordo
"É de enorme importância que obtenhamos a luz verde para o Mercosul e que possamos completar as assinaturas para o Mercosul", afirmou a dirigente às margens de uma reunião significativa de líderes da UE em Bruxelas na quinta-feira, dia 18.
Estrutura do Acordo
O acordo com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai criaria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e ocupa uma posição central na rede de acordos comerciais da União Europeia. Antes de ser assinado, ainda se faz necessária a aprovação do acordo como um todo pelos países da UE.
Remoção de Tarifas
Esse acordo comercial com o Mercosul removeria tarifas sobre uma variedade de produtos da UE, como veículos e vinhos. Em contrapartida, produtos da região, incluindo carne bovina e açúcar, teriam a possibilidade de entrar mais facilmente no bloco europeu.
Resistência e Tensão
A Comissão Europeia, que atua como o braço executivo da União, expressa a expectativa de ter o acordo assinado até o final do ano. Entretanto, enfrenta resistência de países como a França, que teme que isso possa resultar em um aumento na venda de produtos agrícolas estrangeiros na UE, prejudicando os agricultores europeus.
O gabinete do primeiro-ministro francês, Sebastien Lecornu, declarou no domingo que o acordo, em sua forma atual, não é aceitável. Além disso, Giorgia Meloni, da Itália, também indicou esta semana que assinar o acordo nas condições atuais seria prematuro.
Divisões Internas e Consequências
As divisões internas entre os membros da UE têm gerado tensão em relação ao Brasil. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou durante uma reunião em Brasília na quarta-feira que o Brasil poderia desistir do acordo se não for finalizado em breve.
"É difícil porque a Itália e a França não estão dispostas a avançar devido a problemas políticos internos", declarou Lula. Ele também alertou que, se o acordo não for concretizado agora, o Brasil não irá realizar mais acordos enquanto ele for presidente.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br