Wall Street ignora novas ameaças de Trump ao Irã e encerra dia em alta com foco em possível cessar-fogo no Oriente Médio.

Wall Street encerra o pregão em alta

Os índices da Bolsa de Valores de Nova York, conhecidos coletivamente como Wall Street, fecharam o pregão desta segunda-feira (6) com resultados positivos. O otimismo no mercado está ligado à expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio, apesar de um aumento nas tensões devido a novas declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fechamento dos índices

Confira abaixo o fechamento dos principais índices:

  • Dow Jones: +0,36%, fechando em 46.669,98 pontos;
  • S&P 500: +0,44%, encerrando em 6.611,83 pontos;
  • Nasdaq: +0,54%, terminando em 21.996,33 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), que mede a volatilidade e é considerado um termômetro de risco associado ao S&P 500, permaneceu em níveis elevados durante e após as declarações de Trump. O índice fechou a 24,21 pontos, com um aumento de 1,42%. Valores na faixa de 20 a 25 pontos indicam um aumento moderado da preocupação no mercado financeiro.

Conflito no Oriente Médio: ausência de acordo de paz

Recentemente, tanto os Estados Unidos quanto o Irã rejeitaram uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 45 dias. A Casa Branca anunciou que Trump recebeu a proposta, mas optou por não aprová-la.

A proposta para um cessar-fogo foi apresentada por mediadores oriundos de países como Paquistão, Egito e Turquia, conforme relatado pelo site de notícias Axios.

Além disso, a emissora estatal iraniana IRNA revelou que o Irã também rejeitou a oferta de cessar-fogo dos Estados Unidos, defendendo, em vez disso, o fim definitivo da guerra na região.

Logo após as declarações da mídia iraniana, Trump intensificou suas ameaças e afirmou que o Irã poderia ser derrotado em apenas uma noite. “O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, afirmou ele na Sala Oval, durante uma conversa com jornalistas.

Trump prosseguiu dizendo que “a guerra poderia acabar de forma rápida, se eles fizerem o que precisam fazer. Eles têm que agir de determinada maneira. Eles sabem disso e estão negociando, provavelmente de boa fé”. Enquanto isso, as expectativas de uma resolução para o conflito no Oriente Médio continuam a ser sustentadas pelos esforços diplomáticos que estão em andamento.

Desempenho econômico em segundo plano

Os dados econômicos disponíveis recentemente ficaram em segundo plano em relação aos acontecimentos no Oriente Médio.

De acordo com um relatório divulgado pelo U.S Bureau Labor Statistics, a economia dos Estados Unidos gerou 178 mil empregos no mês de março. Este número foi apresentado na última sexta-feira (3), quando os mercados estavam fechados em razão do feriado da Sexta-Feira Santa. Essa criação de empregos representa uma recuperação significativa no mercado de trabalho em comparação ao mês de fevereiro.

A mediana das expectativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast era de uma criação de apenas 51 mil novas vagas no mês de março.

O relatório, também conhecido como payroll, é considerado a principal métrica do mercado de trabalho nos Estados Unidos e é monitorado de perto pelo Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central do país. A taxa de desemprego sofreu uma ligeira queda, passando de 4,4% em fevereiro para 4,3% em março.

Na segunda-feira, a atenção voltou-se para o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços, que apresentou uma queda, indo de 56,1 em fevereiro para 54,0 no mês de março. Economistas consultados pela Reuters aguardavam uma leitura de 54,9.

Vale ressaltar que um resultado acima de 50 indica crescimento no setor de serviços, que é responsável por mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos.

James Knightley, economista-chefe global do ING, comentou que o índice de serviços veio abaixo das expectativas, mas ainda se encontra em “níveis saudáveis”. Ele indicou que isso sugere que os Estados Unidos, por ora, estão em uma posição relativamente estável para enfrentar os desafios econômicos derivados do conflito no Oriente Médio.

Os mercados agora aguardam novos dados relacionados à inflação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) será divulgado na próxima sexta-feira (10). A expectativa do ING é de que a inflação apresente um aumento de 3,4% em março em comparação ao mesmo mês do ano anterior, contra 2,4% registrado no mês anterior.

Embora o CPI não represente a referência oficial do Federal Reserve, esse indicador é importante para que o mercado ajuste suas expectativas em relação à trajetória das taxas de juros, que atualmente estão estabelecidas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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