Críticas de Romeu Zema ao STF
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, do partido Novo, intensificou suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) através das redes sociais. Esta reação se deu em resposta ao pedido do ministro Gilmar Mendes para que o ministro Alexandre de Moraes inclua Zema no inquérito das fake news, que investiga o compartilhamento de um vídeo satírico envolvendo os ministros da Corte.
Atividades nas Redes Sociais
Desde a última segunda-feira (20), o perfil de Zema no Instagram tem registrado 14 novas postagens que criticam o STF. Essas postagens incluem cortes de suas entrevistas, trechos de discursos e imagens geradas por ferramentas de inteligência artificial.
O pré-candidato menciona uma série de publicações planejadas por sua equipe, intitulada “Os Intocáveis”, referindo-se assim aos ministros do Supremo. Em suas declarações, Zema questiona: “O que a gente pode fazer em um País onde quem está no poder não pode ser mais satirizado ou questionado? Hoje, aqueles que se julgam intocáveis não toleram mais qualquer tipo de piada.”
Comparações e Críticas
Em um vídeo divulgado no feriado de Tiradentes, Zema traçou um paralelo entre os “intocáveis de Brasília” e autoridades do período colonial, sugerindo que os cidadãos brasileiros precisam ser “libertos” da perseguição política que enfrentam atualmente.
Em outra postagem, que Zema considera “um dos vídeos mais importantes” que já produziu, ele expressou a sensação de estar sendo perseguido pela Corte e fez um desgosto à investigação das fake news, a qual considera uma ameaça à independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito.
Críticas ao Inquérito das Fake News
Zema critica o inquérito, afirmando que ele existe há sete anos e que já foi utilizado pelo STF para atacar, perseguir e até prender opositores. “Eles chamam de inquérito, dão um nome bonito para parecer juridicamente aceitável. Na verdade, é só um passe livre pra fazer o que eles bem entenderem”, declarou o ex-governador.
Postagens nesse mesmo tom também têm aparecido nos stories de sua conta, que são publicações com duração de 24 horas. Ele compartilhou uma entrevista em que reafirma sua determinação de “ir até o fim”, mesmo diante do pedido de investigação contra ele.
Declarações Impactantes
“Quero ver quem é que vai me calar, só se arrumar um esparadrapo gigante e colocar na minha boca à força. Caso contrário, eu vou continuar falando que o STF se transformou no Supremo Balcão de Negócios”, afirmou.
Zema também comentou o vídeo que motivou o pedido de indiciamento feito por Gilmar Mendes, que mostra as relações de ministros do STF com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “Dá para ver claramente que é uma sátira, são fantoches, uma caricatura, e isso existe desde que o mundo é mundo”, disse ele.
Conteúdo do Vídeo Polêmico
O vídeo em questão exibe uma conversa entre dois fantoches, simbolizando Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Nesta animação, Toffoli liga para Gilmar e solicita que ele anule as quebras de sigilo de sua empresa, que foram aprovadas na CPI do Crime Organizado do Senado. Gilmar concorda em anular as quebras e pede uma cortesia em troca, mencionando o resort Tayayá, onde Toffoli possuía participação acionária.
A sátira se baseia no fato real de que Gilmar Mendes, de fato, proferiu uma decisão anulando as quebras de sigilo de uma empresa vinculada a Toffoli e seus irmãos, que receberam aportes de um fundo de investimento ligado a Vorcaro, como relatado pelo Estadão.
Críticas à Condição Social
O presidenciável continua a ressaltar que essa situação envolve uma “casta que está vivendo no luxo enquanto o brasileiro está vivendo no lixo”, uma frase que aparece repetidamente em seus vídeos.
Ele ainda acrescenta que, “não satisfeitos com isso, querem ainda embolsar milhões, como nós sabemos. Estão próximos, frequentaram o mesmo ambiente do maior criminoso do crime organizado do Brasil, e querem calar quem está falando dessa situação”, aludindo ao caso Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Andamento do Inquérito
O pedido de Gilmar Mendes para incluir Zema no inquérito das fake news está tramitando sob sigilo. O ministro Moraes requisitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de tomar uma decisão sobre o caso.
Fonte: www.moneytimes.com.br


