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Boa quinta-feira. Hoje marca o primeiro aniversário da divulgação inicial das tarifas pelo presidente Donald Trump, o que ele chamou de “dia da libertação”.
Os futuros das ações estão em queda nesta manhã. Os três principais índices vêm de mais um dia positivo.
1. Discurso de Trump
O discurso em horário nobre do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra no Irã na noite passada parece não ter acalmado Wall Street. Os futuros das ações caíram e os preços do petróleo subiram após o presidente afirmar que os EUA irão atacar o Irã “extremamente forte” pelas próximas duas a três semanas, reduzindo as esperanças de uma resolução rápida.
A seguir, algumas informações importantes:
- No discurso de cerca de 20 minutos, Trump enfatizou que o conflito está “chegando muito perto” do fim. Ele mencionou que, se não houver um acordo nas próximas duas ou três semanas, os EUA poderiam “atacar” o petróleo do Irã.
- Notavelmente, Trump não mencionou negociações ou planos para enviar tropas terrestres, ambos vistos como possíveis caminhos para encerrar o conflito.
- O presidente reconheceu que os americanos estão enfrentando os preços de energia mais altos em anos, culpando o aumento nos ataques terroristas “desvairados” do regime iraniano contra petroleiros comerciais e países vizinhos que não têm relação com o conflito.
- Após o discurso, os futuros das ações despencaram, enquanto os preços do petróleo subiram cerca de 8% nesta manhã.
- O mercado de ações estará fechado amanhã em razão da Sexta-Feira Santa. Entretanto, não perca uma edição especial do “Squawk Box” da CNBC às 8 horas da manhã, horário do leste, para a cobertura do relatório de empregos de março.
- Acompanhe as atualizações dos mercados ao vivo aqui.
2. Verificação antes do voo
A SpaceX apresentou um pedido de IPO (oferta pública inicial) em sigilo, informaram fontes ao jornalista da CNBC, David Faber, na manhã de ontem. A empresa liderada por Elon Musk está agora um passo mais perto de um que se espera ser um lançamento recorde no mercado público.
O pedido confidencial permite que a SpaceX compartilhe suas informações financeiras com a Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) antes de divulgá-las ao público e a potenciais investidores. No entanto, conforme observa a jornalista Lora Kolodny, a SpaceX ainda terá que apresentar uma documentação pública pelo menos 15 dias antes de uma apresentação.
A Bloomberg, citando pessoas familiarizadas com o assunto, informou que a empresa poderia buscar uma avaliação de $1,75 trilhões e pretende listar suas ações por volta de junho. Caso a SpaceX entre no mercado público, Musk se tornará a primeira pessoa a gerir duas empresas de capital aberto avaliadas em trilhões de dólares.
3. Mente em duas frentes
Líderes republicanos no Congresso afirmaram ontem que apoiarão um plano em duas frentes para financiar o Departamento de Segurança Interna, revertendo efetivamente ao plano do Senado que foi recusado pela Câmara dos Deputados na semana passada.
O projeto prevê a destinação de recursos para a maior parte do departamento, incluindo a Administração de Segurança no Transporte (TSA), mas deixa a discussão sobre a aplicação da imigração para um momento posterior. Trump havia afirmado que começaria a pagar os agentes da TSA por meio de uma ordem executiva a partir desta semana, uma medida que especialistas acreditam estar financiada por uma seção do chamado One Big Beautiful Bill Act.
4. GLP-1
A Eli Lilly anunciou que recebeu a aprovação da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos para sua nova pílula GLP-1, chamada Foundayo. A aprovação marca o início de uma rivalidade entre a Lilly e a Novo Nordisk, pois ambas as gigantes farmacêuticas esperam que suas pílulas GLP-1 impulsionem seus negócios no novo mercado de medicamentos para perda de peso.
A empresa informou que sua pílula de uso diário começará a ser enviada por meio de sua plataforma de venda direta ao consumidor na próxima semana, antes de se tornar disponível em outras plataformas. As pessoas com seguro poderão pagar até $25 por mês com um cupom, enquanto aqueles sem cobertura podem pagar até $349.
Em uma entrevista à CNBC, o CEO da Eli Lilly, Dave Ricks, também afirmou que a gigante farmacêutica se opõe à pressão da Casa Branca para codificar o preço de medicamentos como “nação mais favorecida”. Ricks expressou preocupação de que a redução dos preços hoje possa resultar em um enfraquecimento da linha de medicamentos no futuro.
5. Taxa de adesão
A Sam’s Club está aumentando o preço de sua associação anual pela primeira vez desde 2022.
A rede de depósito, pertencente ao Walmart, anunciou ontem que elevará sua taxa de adesão anual em $10 a partir do próximo mês. As associações básica e de nível superior custarão agora $60 e $120, respectivamente.
Conforme observa a jornalista Melissa Repko da CNBC, o custo da adesão da Sam’s Club ainda é inferior ao da Costco, mesmo após o aumento. A Sam’s Club, em uma declaração, citou benefícios como horários expandidos e melhorias nas opções de retirada e entrega como razões para o aumento no preço.
A Divisão Diária
Aqui estão algumas histórias que sugerimos marcar para o feriado:
— Este relatório foi contribuído por Davis Giangiulio, Justin Papp, Dan Mangan, Kevin Breuninger, Garrett Downs, Sean Conlon, Lora Kolodny, Annika Kim Constantino, Angelica Peebles e Melissa Repko. Josephine Rozzelle editou esta edição.
Fonte: www.cnbc.com

