Iraque e Síria vão restaurar oleoduto que oferece alternativa ao estreito de Hormuz.

Iraque e Síria vão restaurar oleoduto que oferece alternativa ao estreito de Hormuz.

by Patrícia Moreira
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Acordo entre Iraque e Síria

Iraque e Síria assinaram na sexta-feira um acordo para a reconstrução de um oleoduto que fornecerá uma alternativa ao Estreito de Hormuz. O contrato foi formalizado durante um cúpula da Câmara de Comércio em Washington, que discutia o investimento americano no Iraque.

Participação de Autoridades

O secretário de Energia, Chris Wright, presidiu a cerimônia de assinatura, que contou com a presença de Bassem Abdul Karim Nasr, CEO da Basra Oil Company, e Youssef Qablawi, CEO da Syrian Petroleum Company. Wright destacou as oportunidades de crescimento no setor energético iraquiano, enfatizando a necessidade de reduzir as dependências de vizinhos hostis e fomentar a liberdade, prosperidade e energia abundante para o país.

Visita do Primeiro-Ministro Iraquiano

O Primeiro-Ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, está visitando os Estados Unidos nesta semana e teve uma reunião com o Presidente Donald Trump na Casa Branca na terça-feira.

Detalhes do Oleoduto

O oleoduto em questão se estende de Kirkuk, no norte do Iraque, até a costa mediterrânea da Síria, apresentando uma capacidade nominal de 700 mil barris por dia, conforme informações da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos. Este oleoduto se encontra fechado desde que foi danificado durante a invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003.

Impactos na Produção de Petróleo

O Iraque, que é o segundo maior produtor de petróleo da OPEC, enfrentou grandes dificuldades devido à interrupção no tráfego de petroleiros no Estreito de Hormuz durante a guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Bagdá depende fortemente de sua cidade portuária ao sul, Basra, no Golfo Pérsico, devido às limitações nas opções de oleodutos para levar seu petróleo aos mercados globais.

Em junho, a produção de petróleo do Iraque caiu mais de 50%, alcançando cerca de 1,9 milhão de barris por dia. Esse número é consideravelmente inferior aos aproximadamente 4,2 milhões de barris por dia registrados em fevereiro, antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, conforme dados da OPEC.

Expansão da Capacidade de Oleodutos no Golfo

Vários estados do Golfo estão se mobilizando para expandir a capacidade de oleodutos e, assim, reduzir a dependência do Estreito de Hormuz. Os Emirados Árabes Unidos estão construindo um segundo oleoduto para o Porto de Fujairah, no Golfo de Omã, o qual dobrará sua capacidade de exportação fora do estreito.

Da mesma forma, a Arábia Saudita está considerando a expansão de seu oleoduto para o Mar Vermelho em 2 milhões de barris por dia, segundo informações divulgadas pela Reuters no dia 7 de julho.

Desafios Geopolíticos

Especialistas alertam que, embora os oleodutos possam funcionar como uma proteção contra os riscos geopolíticos na área do Hormuz, não resolvem a ameaça subjacente que o Irã representa para a infraestrutura energética na região.

Bob McNally, fundador da Rapidan Energy, comentou em uma entrevista ao programa "Power Lunch" da CNBC que "o problema não está na via navegável. O problema é que o Irã pode utilizar armas para atacar instalações de carregamento, estações de bombeamento, terminais finais e os depósitos de armazenamento desses oleodutos."

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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