Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem se comportar após a decisão do Copom

Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem se comportar após a decisão do Copom

by Ricardo Almeida
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Expectativas para o Ibovespa e Dólar

Com a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14,00% ao ano, os mercados já assimilaram essa informação. Os investidores agora buscam antecipar como o Ibovespa deve se comportar no pregão desta quinta-feira (6).

Em mercados internacionais, o índice EWZ — fundo que replica o desempenho do índice MSCI Brasil, que inclui as principais ações da bolsa brasileira — registrava uma alta de 0,30%, cotado a US$ 36,22 por volta das 19h (horário de Brasília). No pregão regular anterior, o índice encerrou com uma leve alta de 0,06%, a US$ 36,11.

Com esse panorama do EWZ, o Ibovespa (IBOV) deve apresentar uma reação mais moderada à decisão do Copom, enquanto o comportamento do índice ainda será bastante influenciado por fatos externos, conforme análise de Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners.

Na quarta-feira (5), o principal índice da bolsa brasileira fechou as negociações com uma pequena queda de 0,09%, atingindo 177.726,17 pontos.

Perspectivas para os Juros Futuros

A equipe da Warren Rena prevê um movimento moderado na curva de juros futuros. Os estrategistas Luis Felipe Vital, Cecília Mazzoni e Felipe Figueiró afirmaram que não esperam uma reação significativa no mercado de juros em decorrência da mais recente decisão do Copom.

Além disso, destacaram que “o Copom entregou uma decisão em linha com a precificação majoritária do mercado e, embora tenha buscado reforçar a mensagem de cautela na condução da política monetária, continua sinalizando que, caso haja espaço, o processo de calibração deverá prosseguir”.

Gabriel Santos, head de research da Bloxs, compartilha a mesma avaliação. De acordo com ele, a reação da curva de juros tende a depender menos da própria decisão e mais do tom do comunicado emitido. Como o texto manteve uma postura de serenidade e cautela, a interpretação é mais neutra, embora levemente conservadora.

Antes da decisão do Copom, a curva a termo já precificava um corte de 15 pontos-base na reunião marcada para setembro. Na quarta-feira, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027, de curto prazo, caiu quase 3 pontos-base e fechou a 13,770%, em comparação ao 14,786% do ajuste anterior. Em contrapartida, a taxa de DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia em 14,315%, uma queda de 6 pontos-base em relação ao fechamento do dia anterior, que foi de 13,375%.

Comportamento do Dólar

Nesta quarta-feira, o dólar à vista (USDBRL) encerrou o dia cotado a R$ 5,1282, apresentando uma leve queda de 0,05%, seguindo a mesma tendência do DXY, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de moedas importantes.

Segundo Augusto Parente, especialista em investimentos e sócio da AW Capital, o real deve continuar a ser favorecido em virtude do diferencial de juros entre os Estados Unidos e o Brasil. Ele acrescentou que “as tendências de curto prazo devem se manter no câmbio”.

Decisão do Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) tomou a decisão de cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, reduzindo de 14,25% para 14% ao ano durante a quarta-feira (29). Este foi o quarto corte consecutivo nos juros e a decisão foi unânime entre os membros do comitê. O movimento esteve alinhado com as expectativas do mercado.

No comunicado oficial sobre a decisão, o Copom declarou: “Reduzimos a taxa básica de juros para 14% a.a., e entendemos que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.

Além disso, a redação do comunicado foi ajustada em relação ao longo de junho, a fim de evitar confusões decorrentes de excesso de informações. A afirmação relacionada ao período prolongado de manutenção da taxa de juros em patamares contracionistas foi retirada, assim como outras declarações que indicavam evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica.

Os diretores do Banco Central, por sua vez, reafirmaram que “a magnitude total do ciclo de calibração será realizada à luz de novas informações”, tendo em vista a dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços.

O horizonte relevante do Copom também foi alterado, passando de quatro trimestres para o primeiro trimestre de 2028.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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