Juristas e Economistas se Manifestam contra Demissão de Lisa Cook
Lisa Cook tomou posse como membro do Conselho de Governadores do Sistema Federal de Reserva em uma cerimônia realizada no edifício William McChesney Martin Jr. em Washington, D.C., no dia 23 de maio de 2022.
Intervenção Legal
Na quinta-feira, todos os ex-presidentes do Federal Reserve ainda vivos, além de diversos ex-secretários do Tesouro e ex-assessores econômicos da Casa Branca, solicitaram ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos que bloqueasse a demissão da governadora do Fed, Lisa Cook, por parte do ex-presidente Donald Trump, enquanto prossegue a ação judicial que desafia sua remoção.
Os signatários afirmaram em uma petição legal: "A independência do Federal Reserve, dentro da autoridade limitada concedida pelo Congresso para alcançar os objetivos estabelecidos pelo próprio Congresso, é uma característica crítica do nosso sistema monetário nacional." Eles destacaram a importância dessa autonomia ao expor sua preocupação com os efeitos de uma possível demissão.
Consequências da Demissão
"Permitir a remoção da Governadora Lisa D. Cook enquanto o questionamento sobre sua demissão está pendente ameaçaria essa independência e erodiria a confiança pública no Fed," disseram os signatários do parecer amicus curiae.
Dentre os signatários do documento estão os ex-presidentes do Fed Alan Greenspan, Ben Bernanke e Janet Yellen; ex-secretários do Tesouro como Robert Rubin, Larry Summers, Hank Paulson, Jack Lew e Timothy Geithner; além de ex-presidentes do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, incluindo Glenn Hubbard, Greg Mankiw, Christina Romer, Cecilia Rouse, Jared Bernstein e Jason Furman. Também assinou o parecer o ex-governador do Fed, Dan Tarullo, bem como economistas renomados como Ken Rogoff, Phil Gramm e John Cochrane.
Desenvolvimento da Ação Judicial
O requerimento foi feito em um momento em que os advogados de Cook enfrentam um prazo até as 16h, horário do leste dos EUA, na quinta-feira, para responder aos argumentos do Departamento de Justiça, que sustentava que Trump deveria ter o direito de demitir Cook do Conselho de Governadores do Fed, que conta com sete membros, enquanto o Supremo Tribunal analisa se o presidente possui uma justificativa legal para efetuar essa demissão.
Em 25 de agosto, Trump informou que estava demitindo Cook devido a alegações de que ela teria cometido fraude hipotecária em relação a aplicações que havia feito para duas propriedades residenciais que possui. Por sua vez, Cook nega qualquer irregularidade.
Ação no Tribunal
Cook então processou Trump no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Washington, D.C., solicitando que um juiz impedisse sua remoção. Em 9 de setembro, esse juiz determinou que Trump estaria proibido de demitir Cook enquanto o processo judicial se desenrolasse. Posteriormente, um painel de três juízes do tribunal de apelação federal de D.C., em uma decisão dividida, validou essa determinação.
Após essa decisão, Trump fez um pedido ao Supremo Tribunal para que revogasse essas ordens e o autorizasse a demitir Cook.
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Fonte: www.cnbc.com


