Preços ao consumidor na China voltam a crescer em outubro

Preços ao consumidor na China voltam a crescer em outubro

by Patrícia Moreira
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Pressões de Desinflação na China

Deflação nas pressões de preços na China apresentaram um alívio em outubro, com os preços ao consumidor voltando a registrar crescimento, após permanecerem na maior parte do ano em território negativo. Essa melhora é atribuída à demanda gerada pela temporada de festas, além de uma moderada queda nos preços no atacado.

Dados da Comissão Nacional de Estatísticas

As informações divulgadas no domingo pela Comissão Nacional de Estatísticas da China indicaram que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de outubro alcançou 0,2%, superando as expectativas dos analistas, que previam uma estabilidade de crescimento em zero ano a ano. Este resultado representa o desempenho mais forte do ano, sendo também o primeiro crescimento positivo dos preços ao consumidor desde junho.

Comparação Mensal do IPC

Na comparação mensal, o IPC também aumentou 0,2%, enquanto os analistas esperavam nenhuma variação. Os preços dos alimentos, que têm sido uma pressão negativa sobre o IPC do país, caíram 2,9% em relação ao ano anterior. No entanto, em relação ao mês anterior, os preços alimentares subiram 0,2%.

Efeito da Deflação nas Indústrias

A deflação nas fábricas também suavizou, com os preços caindo 2,1% ano a ano, superando as estimativas do levantamento da Reuters que previam uma queda de 2,2%, mantendo-se em território negativo por três anos consecutivos. Na comparação mensal, os preços dos produtores aumentaram 0,1% em outubro.

Políticas de Expansão da Demanda

Dong Lijuan, estatística chefe da divisão urbana da Comissão Nacional de Estatísticas, enfatizou em um comunicado que "em outubro, as políticas destinadas a expandir a demanda interna continuaram a mostrar resultados, além do impulso proporcionado pelos feriados do Dia Nacional e do Festival do Meio Outono".

Desafios da Produção

Embora as medidas da China para conter guerras de preços e fomentar a demanda tenham começado a dar resultado, com os lucros industriais do país subindo mais de 21% em setembro, especialistas alertam que a dependência dos governos locais em relação à receita tributária incentiva a produção contínua. Isso intensifica a concorrência e a supercapacidade até que haja mudanças significativas nos impostos.

Declínio na Atividade Industrial

A atividade de manufatura na China caiu em outubro, superando as expectativas, e contraiu para seu nível mais baixo em seis meses, de acordo com uma pesquisa oficial divulgada em 30 de outubro. Os sub-índices de produção, novos pedidos, estoques de matérias-primas e emprego aprofundaram sua contração, indicando uma desaceleração acentuada na manufatura e uma demanda mais fraca.

Incertezas Demográficas

Os produtores chineses enfrentam incertezas relacionadas à demanda, consequência das tensões comerciais com os EUA neste ano, além da confiança do consumidor que permanece baixa em casa, devido à prolongada crise no setor imobiliário e desafios nas exportações.

Contração das Exportações

As exportações do país, em outubro, registraram uma contração inesperada, com remessas para os EUA apresentando quedas de dois dígitos pelo sétimo mês consecutivo, diminuindo 25%, conforme dados da alfândega divulgados na quinta-feira.

Perspectivas Futuras

Para o futuro, os desafios nas exportações podem diminuir à medida que o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, concordaram em um cessar-fogo comercial durante sua reunião na Coreia do Sul em 30 de outubro, aliviando uma situação potencialmente incendiária que havia gerado preocupações sobre uma guerra comercial em larga escala.

Compromissos da Liderança Chinesa

No mês passado, a liderança da China se comprometeu a aumentar o consumo interno, delineando o roadmap econômico para os próximos cinco anos. Foi enfatizado que a China deve "impulsionar vigorosamente o consumo", conforme o comunicado da reunião, segundo tradução da CNBC.

Chamadas para Balanceamento de Consumo

Os líderes detalharam a necessidade de estimular o consumo, com apelos para que isso seja equilibrado com "investimentos eficazes" e a "aderência ao ponto estratégico de expandir a demanda interna".

Contribuição de Anniek Bao e Evelyn Cheng da CNBC para este relatório.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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