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A seguir, cinco pontos principais que os investidores precisam saber para iniciar o dia de negociação:
1. Esperando um herói
As ações dispararam ontem após o Federal Reserve anunciar uma redução da taxa de juros amplamente esperada em sua última reunião de política monetária do ano. No entanto, o banco adotou uma postura de “corte hawkish”, afirmando que essa ação não sinaliza cortes adicionais em um futuro próximo.
A seguir, um resumo dos acontecimentos:
- O Fed anunciou uma redução de 25 pontos-base na taxa, marcando o terceiro corte em 2025. Os formuladores de políticas preveem apenas uma redução na taxa no ano à frente, conforme mostram as projeções.
- Contudo, a reunião desta semana não foi unânime. O número de membros votantes que se afastaram da maioria foi o mais alto desde 2019.
- No comunicado que recebeu atenção, o Fed destacou um aumento no desemprego, indicando uma possível mudança de foco da inflação para o mercado de trabalho. O banco central também afirmou que comprará títulos do Tesouro de curto prazo conforme necessário, o que deve pressionar alguns rendimentos para baixo.
- O presidente Jerome Powell adotou uma posição cautelosa em sua coletiva de imprensa, afirmando que a decisão foi uma “decisão difícil” e que os formuladores de políticas monetárias podem agora “esperar e ver como a economia evolui”.
- Wall Street reagiu positivamente: o Dow subiu quase 500 pontos durante a sessão de quarta-feira, enquanto o S&P 500 terminou próximo aos seus máximos históricos.
- Enquanto isso, o presidente Donald Trump afirmou que o Fed poderia ter “pelo menos dobrado” o tamanho de sua redução nas taxas.
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2. Caminhos divergentes
O Oracle não atendeu às expectativas dos analistas em relação à receita em seu relatório de lucros de destaque divulgado ontem. As ações da empresa de software caíram 11% nas negociações após o horário normal, impactando negativamente outras empresas de inteligência artificial, como Nvidia e CoreWeave.
A ausência de resultados em relação à receita ofuscou os lucros por ação da Oracle, que superaram as previsões de Wall Street no segundo trimestre. A Oracle também relatou que suas obrigações de desempenho remanescente aumentaram mais de 400% em relação ao ano anterior, impulsionados por novos compromissos de empresas como Meta e Nvidia.
Por outro lado, as ações da Cisco dispararam, alcançando um fechamento recorde histórico na sessão de ontem. Como observa o correspondente da CNBC, Jordan Novet, este é o primeiro registro dessa natureza para a Cisco desde o pico da bolha da internet em 2000.
3. Tomando o petroleiro
Trump anunciou ontem que os Estados Unidos apreenderam um petroleiro na costa da Venezuela. Ele afirmou que foi “o maior já apreendido”.
Matt Smith, analista chefe dos EUA na consultoria de energia Kpler, informou à CNBC que o petroleiro foi identificado como o Skipper, um “Very Large Crude Carrier” sob bandeira da Guiana que parecia estar a caminho de Cuba. A procuradora-geral Pam Bondi afirmou em uma publicação no X ontem que o petroleiro havia sido sancionado pelos EUA há anos “devido à sua participação em uma rede de transporte de petróleo ilícita que apoia organizações terroristas estrangeiras.”
Essa ação ocorre em um momento em que Trump continua a intensificar sua campanha de pressão contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, afirmando em uma entrevista à Politico publicada na terça-feira que os “dias de Maduro estão contados”. Os preços do petróleo subiram após o anúncio de Trump.
4. O caminho da Rivian
Rivian está mudando sua direção em direção à inteligência artificial. O fabricante de veículos elétricos está organizando seu primeiro “Dia de Autonomia e IA” hoje, enquanto apresenta sua tecnologia interna para novos carros aos acionistas.
Conforme aponta Michael Wayland, da CNBC, o foco em IA da Rivian vem em um momento em que o negócio principal de veículos elétricos da empresa não atende às expectativas desde seu IPO há quatro anos. A Rivian também está enfrentando prejuízos de bilhões de dólares anualmente, apesar dos esforços para reduzir custos e aumentar a receita proveniente de software.
5. Renovação na liderança
O mais recente movimento na alta gestão ocorreu na noite passada: a Coca-Cola anunciou que o diretor de operações Henrique Braun irá suceder James Quincey como CEO no próximo ano.
Braun, que está na gigante das bebidas há quase três décadas, assumirá o comando no final de março. Quincey continuará na Coca-Cola como presidente executivo do conselho após seus oito anos como CEO.
A Coca-Cola superou em grande parte a concorrente Pepsico sob a liderança de Quincey, e sua marca Coca-Cola manteve o título de refrigerante mais vendido nos Estados Unidos. No entanto, a empresa tem enfrentado dificuldades com a demanda esfriando, à medida que consumidores de baixa renda enfrentam pressões inflacionárias.
A Dividendos Diários
Hayley Cuccinello, da CNBC, relata que empresas de investimento dos ultra-ricos estão utilizando chats do WhatsApp para realizar diversas atividades, que vão desde a avaliação de negócios até a venda de ossos de dinossauros. Sim, você leu corretamente.
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Sam Nallen Copley
Consultor de investimentos
—CNBC’s Jeff Cox, Michelle Fox, Sarah Min, Christina Cheddar Berk, Kevin Breuninger, Sean Conlon, Jordan Novet, Spencer Kimball, Michael Wayland, Jacob Pramuk, Amelia Lucas e Hayley Cuccinello contribuíram para este relatório. Josephine Rozzelle editou esta edição.
Fonte: www.cnbc.com

