CPI do Banco Master pode não avançar devido ao calendário eleitoral, afirma líder do governo no Congresso

CPI do Banco Master pode não avançar devido ao calendário eleitoral, afirma líder do governo no Congresso

by Ricardo Almeida
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Declarações sobre a CPI do Banco Master

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), manifestou nesta quinta-feira (8) que o governo ainda não tomou uma decisão sobre o apoio a uma possível Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) voltada à investigação do Banco Master.

Viabilidade da Comissão

De acordo com Randolfe, pode haver uma falta de “viabilidade pragmática” para o funcionamento da comissão, considerando o provável esvaziamento do Congresso devido às eleições de outubro. Ele comentou: “Não sei se há viabilidade pragmática do funcionamento do Congresso Nacional que possibilita a CPI, mas o governo não tem nenhum veto a qualquer tipo de investigação, seja qual for. Inclusive, sobre a CPI, nós vamos avaliar.”

As declarações foram feitas no Palácio do Planalto, antes da cerimônia em memória dos atos extremistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O senador ressaltou que o governo é favorável a investigações referentes a possíveis fraudes associadas ao Banco Master, ao mesmo tempo em que defendeu o Banco Central, que tem sido criticado nas redes sociais.

“A posição do governo é que as investigações sigam e ocorram. A posição que temos é que o Banco Central deve ser respeitado em suas atribuições. A posição do governo é que as investigações aconteçam, custe o que custar, atinja quem tiver que atingir”, afirmou o parlamentar.

Articulação para a CPI

O pedido para a abertura de uma CPI tem sido articulado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que afirma já contar com as assinaturas necessárias para o protocolo. A decisão de autorizar ou não a instalação da comissão cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-RJ). No entanto, Alcolumbre é conhecido por ser contrário ao funcionamento de CPIs, argumentando que estas podem obstruir o progresso do Congresso.

Veto ao projeto de dosimetria

Randolfe Rodrigues também mencionou que o governo atuará para manter o veto ao projeto de dosimetria, que propõe a redução das penas para os condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro. “Vai ser natural a nossa parte também mobilizar para que o veto seja mantido,” disse ele.

Nesta quinta-feira, durante a cerimônia de memória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que reduzia as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Comento sobre a ausência de Alcolumbre e Hugo Motta

Randolfe ainda comentou a decisão de Davi Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de não comparecer ao evento no Palácio do Planalto em homenagem aos eventos ocorridos no dia 8 de janeiro. “O ano passado não foi diferente. É uma escolha que tem que ser respeitada, a dos presidentes das Casas. O importante é que a data de hoje deve ser sempre lembrada, para que não se esqueça, e para que nunca mais aconteça,” concluiu.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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