Após alerta do TCE, Rioprevidência continuou investindo no Master, sob alvo da PF

Após alerta do TCE, Rioprevidência continuou investindo no Master, sob alvo da PF

by Fernanda Lima
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Operação da Polícia Federal e Investigações sobre o Rioprevidência

Continuação de Investimentos em Ativos do Banco Master

Na última sexta-feira, dia 23, o Rioprevidência, o fundo de previdência do estado do Rio de Janeiro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Apesar de um alerta previamente emitido pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) sobre os riscos associados a esses investimentos, o fundo continuou a aplicar recursos em ativos ligados ao Banco Master.

Alertas do TCE-RJ

Documentos do TCE revelam que um comunicado de alerta foi enviado ao Rioprevidência em maio de 2025. Nesse documento, o Tribunal destacou a concentração excessiva de recursos do fundo em ativos relacionados ao Banco Master, o que estaria em desacordo com os princípios de diversificação e prudência na gestão de recursos.

Reforço nas Advertências

Cinco meses após o primeiro alerta, em outubro de 2025, o TCE voltou a cobrar explicações do Rioprevidência. A instituição previdenciária ignorou as orientações e continuou a realizar investimentos nesse banco. Em consequência, o TCE impôs uma medida de tutela inibitória, que prohibiu o fundo de realizar novos investimentos em produtos do Banco Master, dirigido por Daniel Vorcaro.

Omissão e Questões de Gestão

O Tribunal de Contas manifestou preocupação com a grave omissão por parte da Presidência do Rioprevidência em relação à situação retratada nos autos. O documento do TCE assinalou que, além de não tomar quaisquer providências para corrigir as irregularidades observadas no processo de alocação de recursos, que se intensificaram nos últimos meses, o responsável pela entidade não respondeu à última comunicação da Corte.

Falhas na Gestão dos Recursos

Além da elevada concentração de recursos aplicados no Banco Master, o TCE levantou outras falhas que sugerem uma possível irresponsabilidade na gestão dos ativos do Rioprevidência, especificamente no que se refere ao processo de alocação de parte desses recursos.

Detalhes da Operação Barco de Papel

Na sexta-feira, a Polícia Federal desencadeou a Operação Barco de Papel, cumprindo quatro mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram emitidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Alvos da Operação

Os alvos da operação incluem Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente do Rioprevidência; Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimento interino, que foi exonerado em dezembro de 2025.

Início da Investigação

A investigação, que começou em novembro de 2025, busca apurar um conjunto de nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. Essas operações resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, pertencentes à autarquia previdenciária.

Resposta da Rioprevidência

A CNN Brasil fez contato com a Rioprevidência, mas até o momento da publicação desta matéria não obteve retorno.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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