Curva de juros indica redução de 0,50 ponto percentual na Selic em março, com queda nas taxas de DIs.

Curva de juros indica redução de 0,50 ponto percentual na Selic em março, com queda nas taxas de DIs.

by Ricardo Almeida
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Curva de Juros Futuros em Queda

A curva de juros futuros do Brasil registra uma trajetória de queda nesta quinta-feira, dia 29, pela sexta sessão consecutiva. Esse movimento ocorre em meio à rotação global que tem enfraquecido o dólar diante do real, enquanto o mercado já precifica o início do afrouxamento monetário no Brasil, após as deliberações do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Queda nas Taxas e Expectativas de Corte

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) diminuem até 10 pontos-base nos vértices de curtíssimo e curto prazo, impulsionadas pelo aumento das expectativas do mercado quanto a um corte de 0,50 ponto percentual na Selic na próxima decisão de política monetária, programada para março. Por volta das 11h, no horário de Brasília, a taxa de DI para janeiro de 2027, que se refere ao curtíssimo prazo, operava a 13,480%, apresentando uma queda de 3 pontos-base em comparação ao ajuste anterior de 13,515%. A taxa de DI para janeiro de 2028 operava a 12,695%, em relação ao fechamento anterior de 12,780%, uma redução de 9 pontos-base. No que se refere ao médio e longo prazos, a variação é menor: a taxa de DI para janeiro de 2035, correspondente ao longo prazo, indicava 13,30%, ante 13,31% no fechamento anterior.

Mais cedo, a curva indicava uma probabilidade de 82% para um corte de 50 pontos-base na Selic em março, em contraste com apenas 18% de chance de uma redução de 25 pontos-base. No dia anterior, antes da reunião do Copom, as expectativas giravam em torno de 60% e 40%, respectivamente, à medida que os investidores percebiam chances crescentes para um corte mais significativo em função da forte queda do dólar, que se aproximou de R$ 5,20.

Corte dos Juros em Março

No dia anterior, o Copom deliberou por manter a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar desde meados de 2006. Com essa decisão, o comitê atingiu a quinta manutenção consecutiva, de acordo com as expectativas do mercado, e a votação foi unânime. No comunicado oficial, os diretores do Copom mencionaram que o cenário global permanece incerto, destacando a política econômica dos Estados Unidos, e enfatizaram que a situação atual requer “cautela” por parte dos países emergentes, especialmente em um ambiente caracterizado por tensões geopolíticas.

Em relação ao cenário interno, o Banco Central sublinhou que os indicadores de atividade econômica têm mostrado, conforme esperado, uma trajetória de moderação no crescimento, ao passo que o mercado de trabalho continua a apresentar sinais de resiliência. Também foi destacado que as expectativas referentes à inflação permanecem desancoradas.

Entretanto, o Copom sinalizou um possível corte nos juros para março. A instituição indicou que, caso o cenário esperado se confirme, poderá iniciar a flexibilização da política monetária na próxima reunião, reafirmando, porém, que manterá uma restrição adequada para assegurar a convergência da inflação em direção à meta estabelecida. O colegiado ressaltou que a extensão e o ritmo dos possíveis cortes dependerão da “evolução de fatores que proporcionem maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”.

A sinalização para um início de afrouxamento monetário teve como reflexo uma elevação nas apostas para um corte de 0,50 ponto percentual, reduzindo a Selic para 14,50% em março. “Embora tenha sido mantido um tom cauteloso em relação ao ritmo — que pode ser de 25 pontos-base, e não de 50 —, a mensagem foi bem recebida pelo mercado”, afirmou Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “No fim das contas, o mais relevante é a confirmação de que o ciclo de afrouxamento monetário está prestes a começar.”

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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