Expectativas para o Mercado de IPOs
Gilson Finkelsztain, presidente da B3 (B3SA3), projeta para este ano a retomada das ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) no mercado brasileiro, o que acontece após um período superior a quatro anos de interrupções.
Movimento Inicial das Ofertas
Finkelsztain acredita que esse movimento será inicialmente impulsionado por empresas já consolidadas no setor de infraestrutura, que podem realizar operações com valores que certamente atingirão a casa dos bilhões.
Interesse de Investidores Estrangeiros
A previsão de reabertura do mercado brasileiro para IPOs deve ser fortalecida pelo interesse manifestado por investidores estrangeiros, especialmente após o lançamento das ações do banco digital PicPay (PICS) nos Estados Unidos no final de janeiro, como argumenta o executivo.
“Parece ser o prenúncio de que vem potencialmente uma onda de aberturas de capital no Brasil,” comentou Finkelsztain durante um evento dirigido à imprensa nesta quinta-feira.
Empresas Preparadas para Abrir Capital
Atualmente, Finkelsztain menciona que mais de 50 empresas brasileiras estão preparadas para realizar suas primeiras ofertas no mercado.
Histórico Recente de IPOs
Até a chegada do PicPay à Nasdaq, os últimos IPOs de empresas brasileiras ocorreram em setembro de 2021, na B3, com a oferta de ações da produtora de fertilizantes Vittia, seguida, em dezembro do mesmo ano, pelo lançamento de papéis do banco digital Nubank na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse).
Outras Empresas na Filha para Listagem
Além do PicPay, que está sob a propriedade da família Batista, também responsável pelo frigorífico JBS, a fintech Agibank se encontra na lista de empresas que planejam lançar suas ações no mercado norte-americano. Recentemente, a empresa divulgou o prospecto preliminar para a transação e fez um pedido para listagem na Nyse.
Desafios no Horizonte
Apesar do otimismo, o presidente da B3 salientou que este ano coincide com eleições presidenciais no Brasil. Além disso, o juro básico permanece elevado, fixado em 15% ao ano, fatores que podem atuar como limitadores no potencial de ofertas no ano de 2026.
Nova Marca da B3: Trillia
No mesmo encontro com jornalistas, Finkelsztain apresentou a nova marca Trillia, que tem como objetivo consolidar os negócios de dados e soluções analíticas da B3.
A marca representa a união das empresas que a B3 adquiriu ao longo dos últimos anos, em uma tentativa de agregar negócios contracíclicos, o que pode reduzir a sensibilidade da bolsa às oscilações dos ciclos do mercado. Segundo o executivo, essa estratégia de diversificação já é uma tendência observada em outras empresas globais.
Fonte: www.moneytimes.com.br

