Interesse na Privatização da Copasa
A Agea manifestou interesse em participar do processo de privatização da Copasa (CSMG3). No entanto, a viabilidade de sua participação dependerá das regras que serão estabelecidas para o certame, conforme declarado por Radamés Casseb, presidente da companhia de saneamento, durante um evento realizado pelo BNDES, nesta segunda-feira.
Expectativas sobre Documentação e Modelagem
Casseb ressaltou que a empresa está aguardando os documentos e a modelagem do processo de privatização, destacando a existência de "muita discussão pública" em Minas Gerais sobre o tema. Esta expectativa surge após a Assembleia Legislativa de Minas Gerais ter aprovado, no final de 2025, um projeto de lei que autoriza o governo do estado a iniciar a desestatização da Copasa.
Participação do Estado
Atualmente, o Estado de Minas Gerais detém uma participação de 50,03% na Copasa, que está avaliada em R$20,5 bilhões na bolsa B3, conforme dados da LSEG. Em uma entrevista concedida à Reuters em dezembro, o governador mineiro, Romeu Zema, declarou que a privatização da Copasa poderia gerar uma arrecadação de pelo menos R$10 bilhões para o Estado. Na mesma ocasião, Zema mencionou a intenção do governo de realizar o leilão da companhia até abril.
Cenário Econômico e Aposentadoria
Casseb observou a complexidade do atual cenário econômico, citando a taxa Selic elevada, que permanece em 15%. Ele afirmou que a Agea aguardará melhores condições antes de decidir sobre sua participação no processo. "Nossa essência é o saneamento, e vamos avaliar todos os projetos que respeitem a responsabilidade na alocação de recursos", acrescentou o executivo.
Perspectivas da Sabesp
Em uma declaração feita na semana passada, o presidente-executivo da Sabesp, Carlos Piani, informou que a empresa continua avaliando oportunidades para expandir sua área de atuação, que atualmente está concentrada em São Paulo, para outros estados, incluindo o processo de privatização da Copasa. Contudo, Piani destacou que o interesse da Sabesp estará condicionado, além do aspecto financeiro, às regras que regirão a privatização da estatal.
Fonte: www.moneytimes.com.br


