Aviso aos Navios de Bandeira Americana
Navios de bandeira americana foram aconselhados a se manter "o mais longe possível" das águas iranianas ao navegar pelo Estreito de Ormuz, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã.
Em um comunicado emitido na segunda-feira, a Administração Marítima dos Estados Unidos informou que os capitães de navios devem recusar a autorização para que forças iranianas abordem embarcações americanas.
Tentativas de Apreensão e Orientações
As tentativas de apreensão, incluindo ações para forçar navios comerciais a entrar em águas iranianas por meio de pequenas embarcações e helicópteros, ocorreram até recentemente, com a última registrada em 3 de fevereiro, segundo a agência vinculada ao Departamento de Transporte dos Estados Unidos.
Caso forças iranianas consigam abordar um navio comercial de bandeira americana, as tripulações foram aconselhadas a não "resistir de forma violenta ao grupo de abordagens". O comunicado destacou que a abstenção de resistência forçada não implica consentimento ou concordância com a abordagem.
Foi recomendado que embarcações que transitam em direção leste no Estreito de Ormuz permaneçam próximas ao lado omani da via navegável.
Conversas Indiretas Entre EUA e Irã
Essa orientação se seguiu a uma rodada de conversações indiretas entre os EUA e o Irã, realizadas em Omã na última sexta-feira, focadas em como abordar discussões sobre o programa nuclear de Teerã. O encontro marcava os primeiros diálogos entre os dois países desde que bombardeiros americanos atacaram três sites nucleares iranianos durante uma guerra de 12 dias com o Irã no último mês de junho.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, descreveu as conversas como "um passo adiante" e indicou que seriam a fase inicial de um processo diplomático mais longo, em vez de uma solução rápida. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também afirmou à mídia estatal que as conversas representaram um "bom começo".
Comentários das Autoridades
O presidente Donald Trump classificou as negociações em Omã como "muito boas" e indicou que mais sessões estavam planejadas, embora tenha advertido o Irã de que a falha em chegar a um acordo acarretaria consequências "muito severas" para o país.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve se encontrar com Trump em Washington na quarta-feira para discutir as conversas sobre o Irã. Israel, um aliado próximo dos Estados Unidos, tem pressionado Washington a desmantelar o programa nuclear iraniano, limitar seu programa de mísseis balísticos e cessar seu apoio a grupos militantes na região.
Implicações do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, uma estreita via navegável que conecta o Golfo Pérsico ao Mar Arábico, voltou a ser foco de atenção neste ano após Trump advertir sobre a possibilidade de ação militar contra Teerã.
De acordo com dados da inteligência de mercado Kpler, cerca de 13 milhões de barris por dia de petróleo bruto transitaram pelo Estreito de Ormuz em 2025, representando quase um terço dos fluxos globais de petróleo a granel.
Potenciais Consequências para os Mercados de Energia
Qualquer interrupção nesses fluxos teria um impacto significativo nos mercados de energia globais. O Irã já ameaçou fechar o Estreito durante confrontos anteriores, aumentando a possibilidade de um aumento nos preços do petróleo.
Fonte: www.cnbc.com


