Ações da Under Armour despencam após reavaliação de crédito pelo Citi, indicando riscos crescentes para a recuperação da empresa.

Ações da Under Armour despencam após reavaliação de crédito pelo Citi, indicando riscos crescentes para a recuperação da empresa.

by Editoria Bolsa e Mercado
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Ações da Under Armour Sofrem Rebaixamento pelo Citi

As ações da Under Armour (NYSE: UAA) apresentaram uma queda acentuada na terça-feira, em decorrência do rebaixamento de sua recomendação pelo Citi, que passou de Neutra para Venda. O banco citou os desafios crescentes enfrentados pela empresa em sua reestruturação na América do Norte, além de um perfil de risco considerado negativo.

Desempenho das Ações no Pré-Mercado

No período das negociações pré-mercado, às 07h39 (horário de Brasília), as ações do grupo de roupas esportivas caíram cerca de 6%. Vale mencionar que a Under Armour também está disponível para negociação na B3 através de BDR (BOV: U1AI34).

Contexto da Revisão de Classificação

Este rebaixamento ocorre após uma forte valorização das ações na semana anterior, quando a Under Armour elevou suas projeções para o ano, após a divulgação de resultados do terceiro trimestre que superaram as expectativas do mercado, gerando um impulso nas suas ações.

Análise de Desempenho e Desafios Futuros

Apesar dos resultados positivos no terceiro trimestre do ano fiscal de 2026, o analista do Citi, Paul Lejuez, mencionou que existem “vários motivos para cautela em relação à recuperação da marca na América do Norte”. Ele destacou um cenário de alta competitividade, a diminuição do tráfego em canais de venda direta ao consumidor e a expectativa de investimentos crescentes em marketing.

Lejuez também apontou uma desaceleração das vendas na região EMEA, onde o crescimento em moeda constante caiu de um dígito alto no primeiro semestre para apenas 2% no terceiro trimestre, atribuindo essa pressão à instabilidade macroeconômica, especialmente no Reino Unido.

Perspectivas para o Futuro

A Under Armour reafirmou que o ano fiscal de 2027 será um período de estabilização na América do Norte, com vendas projetadas para se manter praticamente inalteradas. Lejuez sublinhou que a marca ainda deve demonstrar que está ganhando espaço entre os consumidores, algo essencial para que seus principais parceiros atacadistas ampliem significativamente o espaço reservado nas prateleiras ou os pedidos.

De acordo com Lejuez, as tendências de venda direta ao consumidor (DTC) na América do Norte continuam fracas, refletindo um baixo volume de tráfego. Ele acrescentou que as promoções realizadas na região impactaram negativamente a margem bruta, que caiu 140 pontos-base no terceiro trimestre.

Necessidade de Investimento em Marca

“Os resultados do terceiro trimestre mostram que a UAA ainda precisa esforçar-se para promover sua marca de modo a atrair os clientes, o que implica a necessidade de um maior investimento em construção de marca e marketing. Essa estratégia é fundamental para convencer os parceiros varejistas de que os consumidores estão buscando a marca”, afirmou o analista.

Lejuez também enfatizou que essa é uma proposta desafiadora de financiar, tendo em vista a competitividade do mercado esportivo nos Estados Unidos, onde marcas como Nike, On, Hoka, Salomon e Adidas estão em constante disputa por participação no mercado atacadista.

Projeções para a Região EMEA

Referindo-se à região EMEA, que anteriormente era vista de forma otimista, o Citi agora projeta um crescimento mais lento, estimando um aumento de 1,5% em moeda constante para o ano fiscal de 2027, que está abaixo do consenso geral do mercado, devido a desafios macroeconômicos persistentes.

Fluxo de Caixa e Lucro por Ação

Lejuez também alertou que a Under Armour é propensa a mais um ano de fluxo de caixa livre negativo no ano fiscal de 2026 e indicou que será “difícil para a UAA aumentar o lucro por ação no ano fiscal de 2027”. Com as ações apresentando uma alta de cerca de 25% desde o anúncio dos resultados e sendo negociadas a 15,2 vezes o valor da empresa sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EV/EBITDA) do ano fiscal de 2027, Lejuez acredita que a relação risco/retorno está inclinada para o negativo.

Estimativas de Lucro e Preço-Alvo

O Citi revisou sua estimativa de lucro por ação (EPS) para o ano fiscal de 2026, elevando-a de US$ 0,06 para US$ 0,15. Essa alteração reflete uma diminuição nos custos relacionados a vendas, administração geral e impostos no terceiro trimestre. Contudo, a previsão para o ano fiscal de 2027 permanece inalterada em US$ 0,14, o que está abaixo da estimativa consensual de US$ 0,22. O banco manteve seu preço-alvo em US$ 6,20.

Expectativas da Empresa

Em um comunicado divulgado na semana anterior, a Under Armour afirmou que agora espera um lucro por ação ajustado para o ano fiscal de 2026 entre 10 e 11 centavos, em comparação com a previsão anterior que variava entre 3 e 5 centavos. A administração da empresa relatou que o portfólio de pedidos para o outono na América do Norte foi “encorajador”. Apesar da persistência de um baixo volume nas vendas, foram observados sinais de que “os indicadores subjacentes estão melhorando”.

Previsões de Receita

A companhia continua projetando uma queda de 4% na receita anual, ajustando sua previsão anterior que indicava uma queda entre 4% e 5%. Os analistas esperavam uma redução de 4,2%, totalizando US$ 4,95 bilhões, com base em dados da LSEG.

Resultados do Terceiro Trimestre

A receita do terceiro trimestre caiu 5%, totalizando US$ 1,33 bilhão, o que superou as expectativas de uma diminuição de 6,3% que previam uma receita de US$ 1,31 bilhão. O lucro ajustado ficou em 9 centavos por ação, em comparação com uma previsão de prejuízo de 2 centavos.

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Fonte: br.-.com

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