Mercado Brasileiro de Galpões Industriais e Logísticos
O mercado brasileiro de condomínios de galpões industriais e logísticos encerrou o ano de 2025 apresentando um ritmo elevado de atividade, caracterizado por uma demanda robusta e uma expansão acelerada da oferta.
Diversificação Geográfica do Estoque
Apesar de São Paulo continuar a ser o principal polo do setor, o ano de 2025 foi notável por uma clara diversificação geográfica do estoque disponível. Estados como Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e Pernambuco se destacaram nas entregas de novos galpões, refletindo o avanço do desenvolvimento logístico em novas regiões do Brasil. Ao todo, foram entregues 3,4 milhões de metros quadrados em novos empreendimentos ao longo de 2025, um volume que representa 43% a mais em comparação com 2024.
Taxa de Vacância e Pressão sobre Preços
A taxa média nacional de vacância encerrou o ano em 7,4%, um nível historicamente baixo. Essa condição contínua mantém a pressão sobre os preços de locação, especialmente nas principais rotas logísticas do país. A baixa vacância indica um mercado aquecido e competitivo, que favorece os proprietários de galpões na definição dos valores de locação.
Aumento da Absorção Líquida
A absorção líquida de espaços de galpões industriais e logísticos avançou em todos os estados e atingiu um novo recorde histórico em 2025, somando 3,5 milhões de metros quadrados. Este volume é cerca de 30% superior ao do ano anterior e praticamente equivalente a todo o volume de novo estoque que foi entregue no mesmo período. Essa situação ressalta a forte demanda que o mercado tem experimentado, refletindo a necessidade crescente por espaços adequados para atividades logísticas e industriais.
Perspectivas para 2026
Para o ano de 2026, a previsão é que sejam lançados aproximadamente 3 milhões de metros quadrados em novos projetos. Essa expectativa indica a continuidade da expansão da oferta, com níveis projetados próximos à absorção recente. Essa dinâmica tende a manter o mercado em um estado aquecido, reduzindo o risco de sobreoferta, especialmente nas regiões que já estão consolidadas no setor logístico.
Fonte: veja.abril.com.br


