Queda nas Taxas dos Depósitos Interfinanceiros
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a terça-feira, dia 10, com quedas significativas. Investidores intensificaram suas apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) cortará a Selic em 0,50 ponto percentual na próxima semana.
Taxas de DI em Queda
Em consonância com a forte redução do preço do petróleo no exterior e a nova desvalorização do dólar em relação ao real, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 13,6% no final da tarde, uma queda de 14 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,741%. Na extremidade longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 registrava 13,68%, com uma diminuição de 15 pontos-base em relação ao patamar anterior de 13,83%.
No mercado internacional, a queda do petróleo ajudou a manter a curva dos títulos públicos norte-americanos relativamente estável. Às 16h34, o rendimento do Treasury de dois anos, que reflete as expectativas em relação às taxas de juros de curto prazo, caiu 1 ponto-base, situando-se em 3,584%. Por outro lado, o retorno do título de dez anos, considerado uma referência global para decisões de investimento, subiu 1 ponto-base, atingindo 4,148%.
Causas da Queda nas Taxas de DIs
Na véspera, declarações do ex-presidente Donald Trump, de que a guerra entre os EUA e Israel com o Irã estaria praticamente finalizada, já tinham enfraquecido as taxas futuras no Brasil. Durante uma conversa com parlamentares republicanos, Trump afirmou que a guerra “será concluída muito rapidamente” e, em entrevista à Fox News, mencionou a possibilidade de estar disposto a dialogar com o Irã.
A expectativa de que o conflito possa chegar ao fim em breve, o que normalizaria o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, próximo ao Irã, fez os preços da commodity despencarem para cerca de US$ 84 o barril nesta terça-feira.
Impacto da Queda do Petróleo
A forte queda do petróleo, que, na véspera, estava próximo dos US$ 120, reduziu as preocupações em relação aos impactos inflacionários da guerra em todo o mundo, inclusive no Brasil. Luciano Rostagno, estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, resumiu a situação: “A curva de juros no Brasil subiu com o receio da guerra, e agora, com alguns sinais de que ela pode ter curta duração, o mercado está voltando”.
Rostagno acrescentou: “Parece que os Estados Unidos estão conseguindo alcançar seu objetivo de forma rápida. E se for isso mesmo, o petróleo tende a se acomodar”.
Expectativas em Relação à Selic
Como resultado das mudanças observadas, a movimentação nos DIs refletiu um aumento das expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizará um corte significativo na Selic, que atualmente está fixada em 15%. Durante a tarde, a curva de juros brasileira mostrava cerca de 76% de probabilidade de um corte de 50 pontos-base na Selic, enquanto a probabilidade de uma diminuição de 25 pontos-base era de 24%. Em comparação, na segunda-feira, esses percentuais eram de 28% e 72%, respectivamente.
Fonte: www.moneytimes.com.br
