Ações da Eli Lilly caem após análise negativa de analista — nossa perspectiva sobre o assunto.

Ações da Eli Lilly caem após análise negativa de analista — nossa perspectiva sobre o assunto.

by Patrícia Moreira
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Queda das Ações da Eli Lilly

As ações da Eli Lilly apresentaram uma queda de 6% na terça-feira, indicando potencial para o pior dia desde fevereiro, após um rebaixamento de classificação pela instituição financeira HSBC. O ponto central da análise do HSBC é a avaliação de que Wall Street está excessivamente otimista em relação ao tamanho do mercado de obesidade pelo GLP-1.

Projeções para o Mercado de Obesidade

Os analistas da HSBC projetam que este mercado alcanzará entre 80 bilhões e 120 bilhões de dólares até o ano de 2032, em contraste com a expectativa atual, que supera 150 bilhões de dólares. Além disso, eles apontaram que a competição de preços no mercado de GLP-1 "provavelmente será significativa". Contudo, observam que as diretrizes da Eli Lilly para 2026 implicam que a empresa terá um crescimento suficiente de volume para compensar as dificuldades relacionadas a preços, que surgem a partir de um acordo com a administração Trump.

Impacto do Acordo com o Governo

No acordo, revelado em novembro, a Eli Lilly concordou em reduzir os preços de alguns de seus medicamentos contra a obesidade em troca de acesso ao Medicare. Os analistas também expressaram preocupação com a dependência da Eli Lilly em relação à compra dos medicamentos diretamente pelos consumidores, ao invés de por meio de um plano de saúde. Caso a economia dos Estados Unidos enfrente dificuldades, é possível que a classe média tenha menos recursos para arcar com o custo dos medicamentos GLP-1.

Preocupações sobre a Adesão

Outro ponto levantado pelos analistas é a possibilidade de que a nova pílula contra a obesidade da Eli Lilly possa se tornar uma decepção a longo prazo, caso os pacientes não mantenham a continuidade do uso do medicamento. Segundo os analistas, "acreditamos que a suposta adesão e persistência no uso da pílula oral não estão alinhadas com as taxas de descontinuação observadas nos ensaios clínicos". Eles acrescentaram que, com base nesses fatores, não consideram a relação risco/recompensa das ações da Lilly favorável.

Desempenho das Ações

A análise do HSBC traz preocupações legítimas sobre o mercado de GLP-1, principalmente considerando que as evidências de aderência ao uso da pílula para obesidade e a ciclos do mercado de pagamento em dinheiro se baseiam em suposições futuras. Entretanto, há um reconhecimento de que as preocupações com guerras de preços nesse mercado são válidas e já foram previamente citadas como um risco a ser monitorado. O HSBC, em sua análise, assume uma postura bastante negativa em relação ao mercado de GLP-1, o que a torna uma avaliação fora do consenso atual.

Expectativa do Mercado

A expectativa continua sendo que a pílula da Eli Lilly se tornará um grande sucesso, uma vez que proporciona perda de peso significativa sem restrições em relação à ingestão de alimentos e líquidos. Além disso, uma opção de GLP-1 sem agulha deverá atrair um público mais amplo. O FDA deve aprovar a pílula contra a obesidade, conhecida como orforglipron, no próximo mês.

Concorrência e Aumento da Cobertura

A companhia Novo foi a primeira a lançar um GLP-1 para obesidade em janeiro, conhecido como pílula Wegovy, que se tornou um ponto positivo raro para o fabricante dinamarquês de medicamentos. É importante ressaltar que a cobertura de seguros para GLP-1s deve continuar a aumentar com o tempo, à medida que se tornarem mais evidentes os benefícios desses medicamentos para a saúde dos pacientes, como a prevenção de doenças cardiovasculares. Ensaios clínicos realizados tanto pela Eli Lilly quanto pela Novo têm repetidamente demonstrado que esses medicamentos oferecem benefícios além da perda de peso. Com um aumento na cobertura dos seguros, a dependência do mercado de pagamento direto deve diminuir.

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Fonte: www.cnbc.com

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