Segundo analista da Empiricus Research, Ruy Hungria, a Vale tem em seu arcabouço um ativo com grande potencial de valorização para a mineradora. Confira. (Imagem: REUTERS/Adriano Machado)
Em março, a Vale (código: VALE3) encerrou o mês com um desempenho negativo, apresentando uma queda de -6,77%. Apesar dessa diminuição, a ação ainda acumula uma valorização de 14,6% em 2026, após um aumento de 49% em 2025.
Na perspectiva do analista de ações da Empiricus Research, Ruy Hungria, a desvalorização da Vale parece ser, na verdade, um “movimento de realização de lucros”. De acordo com suas observações, o preço do minério de ferro permanece resiliente, e o analista igualmente sugere que pode haver uma rotação do mercado, especificamente dentro do segmento de commodities, voltando-se para o petróleo. Este último, segundo ele, estava subalocado e recuperou apelo devido ao contexto de conflitos armados.
Entretanto, Ruy Hungria argumenta que a empresa possui um ativo de grande relevância que ainda não recebeu a devida atenção do mercado, o que pode resultar em uma valorização significativa das ações.
Entenda o possível impacto da ‘joia da coroa’ no preço da VALE3
Segundo Ruy Hungria, a Vale tem demonstrado um progresso operacional considerável nos últimos trimestres. Ele observa que, com receitas expressas em dólares, a mineradora está se beneficiando do cenário de incerteza decorrente de tensões geopolíticas.
Contudo, quando se trata de precificação, o analista menciona um elemento específico que considera a “joia da coroa” da Vale: a Vale Base Metals (VBM). Esta divisão é responsável pela produção de metais básicos como níquel e cobre, que são cruciais no contexto da transição energética global.
Atualmente, a avaliação total da Vale é de aproximadamente 4,5x EV/Ebitda. Ruy Hungria argumenta que esse valor reflete apenas o potencial relacionado ao minério de ferro, enquanto a divisão de VBM poderia justificar um valuation entre 8 e 9x EV/Ebitda.
Sob essa ótica, Hungria projeta que a Vale poderia ser comercializada em uma faixa mais próxima de 5 a 6x EV/Ebitda. Além disso, ele acredita em uma tendência de que a VBM continuará a destravar valor nos próximos anos, proporcionando benefícios adicionais aos acionistas de VALE3.
valuation de empresas concorrentes australianas, que estão avaliadas entre 6 a 7x EV/Ebitda, a Vale permanece descontada, apresentando um desempenho superior a essas companhias nos últimos períodos”, enfatiza.
A identificação de oportunidades valiosas que frequentemente estão ocultas entre as mais de 500 ações disponíveis na bolsa brasileira é um desafio considerável. Por essa razão, os analistas da Empiricus Research realizam uma análise minuciosa, mensalmente examinando os ativos em busca daqueles que têm potencial de oferecer retornos consistentes que superem os principais índices do mercado acionário local, respeitando um nível de risco adequando.
Com base em sua análise, Ruy Hungria atualiza periodicamente a carteira Top Picks da Empiricus, que contém as 10 melhores ações para investir no contexto atual.
Fonte: www.moneytimes.com.br
