Revisão da Recomendação para Ações da Usiminas
Após a atualização das estimativas com base nos resultados obtidos no primeiro trimestre de 2026 (1T26), o Citi aumentou a recomendação das ações da Usiminas (USIM5), passando de neutra para compra nesta quarta-feira, dia 6.
Ajuste no Preço-Alvo
O banco também revisou o preço-alvo das ações USIM5, ajustando-o para R$ 10 até dezembro deste ano. Isso representa um potencial de valorização de 15,6% em relação ao preço de fechamento registrado na terça-feira (5), quando as ações foram negociadas a R$ 8,65.
Anteriormente, o preço-alvo estava fixado em R$ 7.
Os analistas Gabriel Barra e Pedro de Mello, responsáveis pelo relatório, mencionaram que “acreditamos que a Usiminas está bem posicionada para se beneficiar de maior competitividade, especialmente a partir de meados de 2026”.
Na quarta-feira, as ações USIM5 encerraram as negociações com uma alta de 0,81%. No acumulado do mês, os papéis apresentam valorização de 5,43%, e no ano, a alta já é de 46,9%.
Motivos para Compras de USIM5 no Momento Atual
O Citi acredita que o cenário atual é favorável para a evolução dos preços e para o ganho de participação de mercado, especialmente com a expectativa de aprovação do antidumping para HRC programada para julho deste ano.
Além disso, os analistas destacam que “o ambiente de preços está cada vez mais construtivo, com reajustes no mercado doméstico observados nas últimas semanas, o que está expandindo diretamente as margens”.
Destaques do Primeiro Trimestre de 2026
De acordo com os analistas Gabriel Barra e Pedro de Mello, o balanço patrimonial da Usiminas se encontra em “excelente condição” e está apto a suportar investimentos prioritários, como a expansão da MUSA, enquanto mantém um “colchão robusto” de liquidez.
A companhia encerrou o 1T26 com um caixa líquido de R$ 391 milhões e uma alavancagem negativa de -0,20x em relação à dívida líquida/Ebitda, o que, segundo o Citi, assegura uma “alta” flexibilidade financeira.
No relatório, o banco destaca o desempenho da divisão de aço no 1T26, onde o segmento registrou um Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 544 milhões, com uma margem de 10,4%.
O Citi projeta que o segundo trimestre de 2026 deverá apresentar uma leve melhora, com a receita por tonelada compensando, em grande parte, o aumento de custos.
“De forma crítica, a melhora nos custos resulta em grande parte de um efeito de timing, uma vez que o aumento significativo nos preços das placas (slabs) ainda não foi totalmente refletido nos resultados financeiros, assim como os custos de energia e fretes de matérias-primas. Para mitigar esse aumento, a gestão planeja reduzir a produção em Cubatão (semi-integrada) e aumentar em Ipatinga (operação totalmente integrada)”, destacaram os analistas Barra e Mello.
Além disso, chamaram a atenção para os elevados estoques de importados, que continuam sendo um ponto de preocupação no curto prazo. “Esse excesso deve pressionar o consumo aparente de aço no 2T26, à medida que distribuidores e clientes industriais optam por reduzir os estoques existentes, em vez de realizar novos pedidos”, acrescentaram.
Expectativas para Usiminas no Segundo Trimestre de 2026
A dupla de analistas do Citi considera que, apesar da elevação nos custos de energia, metais e fretes pressionarem o desempenho do segundo trimestre (2T26), essa pressão deve ser compensada por uma dinâmica mais favorável nos preços dos aços planos.
Os analistas ainda ressaltam que, apesar dos descontos concedidos ao setor automotivo para o próximo trimestre, a perspectiva para os preços na indústria e na distribuição permanece amplamente positiva, o que deverá ajudar a compensar o aumento dos custos de insumos associados ao conflito com o Irã.
Em termos numéricos, os analistas esperam que o Ebitda da divisão de aço atinja R$ 2,37 bilhões neste ano, em comparação com R$ 1,35 bilhão em 2025. Essa expectativa representa um aumento de 76% em relação ao ano anterior, propiciado por melhores preços e eficiência operacional.
Por outro lado, o segmento de mineração apresenta um cenário “mais desafiador” para 2026, devido à pressão sobre as margens e à expectativa de volumes menores em comparação ao ano anterior, uma vez que 2025 teve níveis elevados de produção, com 9,6 milhões de toneladas.
“A gestão projeta uma recuperação dos volumes no 2T26, embora isso deva ser contrabalançado pelos maiores custos logísticos”, conclui o relatório.
Fonte: www.moneytimes.com.br
