Classificação de Risco do Reino Unido
A Fitch Ratings reafirmou a classificação de Default do Emissor em Moeda Estrangeira de Longo Prazo do Reino Unido com a nota ‘AA-‘, mantendo a perspectiva estável. Essa avaliação reflete a confiança da agência em relação à economia britânica, que é caracterizada como de alta renda, grande, diversificada e flexível.
Projeções Econômicas
De acordo com a Fitch, a expectativa é de que o déficit do governo do Reino Unido diminua gradualmente, alcançando 4,2% do PIB até o ano de 2028. Por outro lado, a projeção para a dívida do governo geral indica um aumento, prevendo que alcance 106% do PIB até o final de 2028.
Mudança Política
A recente transição de liderança, com a ascensão de Andy Burnham ao cargo de primeiro-ministro, marca a sexta mudança em pouco mais de uma década. Burnham, que é membro do Partido Trabalhista, que atualmente detém o poder, apresenta índices de aprovação pública mais elevados, o que pode contribuir para uma maior estabilidade política durante o restante de seu mandato. Este mandato se estende, no máximo, até julho de 2029.
Política Fiscal e Incertezas
A Fitch não antecipa mudanças significativas nas regras fiscais ou na política macroeconômica no curto prazo. Essa expectativa está em linha com as declarações feitas pelo novo primeiro-ministro e pelo Chanceler. Contudo, a agência aponta que existe uma incerteza crescente em relação à política fiscal, especialmente à medida que se aproxima o período de próximas eleições.
Expectativas de Inflação
A previsão da Fitch indica que a inflação no Reino Unido deve aumentar de 2,6% em junho deste ano para 3,7% até o final de 2023. Esse aumento é atribuído, em grande parte, a ajustes nos tetos de preços de energia. No entanto, espera-se que a inflação recue para 2% até o final de 2028, um patamar que é consistente tanto com a meta estabelecida pelo Banco da Inglaterra (BoE) quanto com a mediana da classificação ‘AA’.
Taxas de Juros
A Fitch projeta que o Banco da Inglaterra manterá a taxa básica de juros em 3,75% até o ano de 2026. Posteriormente, a expectativa é que ocorra uma redução nessa taxa, que deve chegar a 3% até 2028, alinhando-se à taxa neutra prevista.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
