Resultados Financeiros do BTG Pactual
O BTG Pactual (BPAC11) concluiu o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bilhões, representando um aumento de 42% em comparação ao mesmo período de 2025, conforme o documento encaminhado ao mercado nesta segunda-feira (11).
Retorno sobre o Patrimônio Líquido
O ROE, indicador que mede o retorno sobre o patrimônio líquido, alcançou 26,6% no ano, marcando um crescimento de 3,4 pontos percentuais, embora tenha apresentado uma redução de um ponto percentual em relação ao quarto trimestre.
Com isso, o BTG não apenas ultrapassou, mas também ampliou a diferença em relação ao Itaú (ITUB4) no que diz respeito à rentabilidade, que ficou em 24% neste trimestre. Junto ao Itaú, o BTG integra uma lista restrita de bancos que conseguiram manter a rentabilidade acima de 20%.
O Santander (SANB11) registrou um ROE de 16%, enquanto o Bradesco (BBDC4), que está apresentando melhorias significativas, marcou 15,8%.
Crescimento em Ambiente Desafiador
O desempenho positivo é ainda mais notável, considerando que ocorre em um ambiente macroeconômico difícil, caracterizado por altas taxas de juros, na ordem de 15%.
“Entregamos mais um trimestre com resultados recordes, mesmo enfrentando um cenário mais desafiador ao longo do período, que foi marcado por maior volatilidade nos mercados e tensões geopolíticas. Este desempenho reflete a força e a diversificação da nossa plataforma”, declarou Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.
Receita do Banco de Investimento
A receita do banco de investimento no período aumentou 34%, atingindo um recorde de R$ 9,9 bilhões, “mesmo em um contexto mais desafiador, que inclui o aumento das tensões geopolíticas e maior volatilidade nos mercados”.
“Os resultados recordes nas áreas de corporate lending e wealth management, aliados à performance consistente das demais divisões, sustentaram o forte desempenho do período e impulsionaram a expansão das receitas”, salientou ele.
Destaques do BTG Pactual
Dentro das diversas áreas, o BTG Pactual registrou crescimento significativo, assim como novos recordes.
Investment Banking
A área de investment banking registrou uma receita de R$ 627,9 milhões, uma elevação de 65,1% em comparação ao mesmo período de 2025. No entanto, em relação ao trimestre anterior, houve uma queda de 9,3%.
Segundo o BTG, o desempenho no trimestre foi impulsionado principalmente pela performance da franquia de DCM, enquanto as operações de M&A (fusões e aquisições) apresentaram um desempenho sólido, e a área de ECM, que se ocupa da coordenação, estruturação e colocação de ofertas públicas de ações, também contribuiu de maneira positiva.
Corporate Lending
No segmento de corporate lending, as receitas também bateram recordes, totalizando R$ 2,3 bilhões, com um crescimento trimestral de 4,2% e de 20,7% na comparação anual. Essa expansão é atribuída principalmente à contínua ampliação da carteira de crédito, apoiada por uma originação de crédito disciplinada, o que reforça a natureza recorrente das receitas.
No ano de 2025, a carteira de crédito cresceu 21,9%, sendo que R$ 32,9 bilhões correspondem à carteira de pequenas e médias empresas, que avançou 16,3% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.
Sales & Trading
A área de sales & trading alcançou R$ 1,8 bilhão, um aumento de 43,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, o que reflete a contínua expansão da base de clientes, com níveis mais altos de atividade recorrente e uma ampla gama de produtos oferecidos.
Em comparação ao trimestre anterior, as receitas desaceleraram 6,6%, após um desempenho recorde no período anterior.
Gestão de Ativos
No segmento de gestão de ativos, apesar das dificuldades enfrentadas pelo mercado, a Asset Management observou um crescimento de 6,5% nas receitas, totalizando R$ 783,4 milhões. Entretanto, houve uma queda de 8,9% no trimestre, que se deve a um desempenho particularmente forte anteriormente, sustentado por maiores receitas de performance fees e pelo menor número de dias úteis no primeiro trimestre.
A área atingiu R$ 1,31 trilhão em ativos sob gestão e administração (AuM/AuA), representando um crescimento de 28,1%, principalmente impulsionado pela forte captação líquida (NNM) de R$ 47,9 bilhões no trimestre.
Wealth Management e Personal Banking
No segmento de wealth management e personal banking, que é responsável pela gestão de riquezas, o BTG alcançou um novo recorde de R$ 1,5 bilhão, com uma alta de 44,6% em relação ao ano anterior, impulsionada pelo crescimento orgânico e pelo aumento do nível de atividade dos clientes.
Despesas Operacionais
As despesas operacionais totais somaram R$ 4,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 1,8% em relação ao trimestre anterior e de 25,5% na comparação anual.
“O aumento trimestral foi basicamente impulsionado por maiores despesas com salários e benefícios, resultado do ciclo anual de promoções e reajustes salariais”, explicou a instituição.
Nova Área do BTG Pactual
Com a aquisição das ações do Banco PAN, o BTG Pactual agora consolida integralmente os resultados do PAN e da Too Seguros em seus resultados gerenciais, criando a nova área de consumer finance & banking.
Nessa nova vertical, a carteira de crédito alcançou R$ 73,6 bilhões, representando um crescimento de 14,1% no trimestre, muito em função da originação de crédito consignado e do financiamento de veículos.
As receitas nesta área somaram R$ 1,1 bilhão, uma elevação de 20,4% em relação aos R$ 934,5 milhões registrados no quarto trimestre anterior.
A Too Seguros, por sua vez, registrou receitas de R$ 171 milhões durante o período, com um aumento de 44,2% em comparação ao trimestre anterior.
Fonte: www.moneytimes.com.br
