Ações da Raízen Registram Alta Após Anúncio de Fim de Joint Venture
As ações da Raízen (código de negociação: RAIZ4) apresentaram um avanço de 4,72% por volta das 11 horas da manhã desta quinta-feira, dia 4. Essa valorização ocorreu após o anúncio do término da joint venture com o Grupo Nós, que tinha como sócios a Raízen e a FEMSA, uma importante empresa mexicana.
Alterações na Estrutura de Propriedade
Com essa mudança, a Raízen passa a ser a responsável pelas lojas de conveniência que estão associadas à marca Shell, sua acionista. Por outro lado, a empresa mexicana FEMSA, agora detentora do controle total da rede de mercados OXXO no Brasil, consolidou sua posição no setor.
De acordo com informações divulgadas pela Raízen, essa decisão está em linha com sua estratégia de reciclagem e simplificação do portfólio de negócios. O objetivo é permitir um enfoque maior na rede Shell. Vale destacar que o acordo ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Desempenho das Ações Recentemente
No que diz respeito ao desempenho da Raízen no mercado financeiro, a empresa havia encerrado o mês de agosto entre as ações que mais sofreram quedas no Ibovespa, acumulando uma desvalorização de 17,61% durante este período. Contudo, mesmo com a performance negativa, a ação apresentou sinais de recuperação na parte final do mês. Entre os dias 25 e 29 de agosto, as ações subiram 12,50%.
O mercado financeiro está atento à possibilidade de um futuro aumento de capital na Raízen. A análise do Bank of America sugere que esse movimento poderia liberar valor e atrair um novo acionista estratégico para a Cosan (código de negociação: CSAN3), o que, em um horizonte futuro, poderia resultar em uma geração adicional de valor para a empresa.
Desinvestimentos Recentes
Na semana anterior, a Raízen deu mais um passo significativo em direção à sua estratégia de desinvestimento, ao anunciar a venda de duas usinas localizadas em Mato Grosso do Sul—Rio Brilhante e Passa Tempo. Essas usinas possuem uma capacidade total de 6 milhões de toneladas e a transação foi avaliada em R$ 1,5 bilhão.
Os analistas do Bank of America avaliam que a Raízen precisa reduzir sua dívida em cerca de R$ 15 bilhões, e que isso pode ser alcançado por meio da venda de ativos e pela realização de um aumento de capital. Neste contexto, o banco mantém uma recomendação neutra para as ações da Raízen, com um preço-alvo estabelecido em R$ 1,25. Em contrapartida, a recomendação é de compra para as ações da holding Cosan, com um preço-alvo de R$ 11.


