Pedidos de Financiamento Imobiliário nos Estados Unidos
Os pedidos de financiamento imobiliário nos Estados Unidos sofreram uma significativa retração na semana que se encerrou na quinta-feira, 22 de maio. Essa queda reflete o impacto da alta nos custos de crédito sobre a demanda por moradias e operações de refinanciamento. Dados divulgados na quarta-feira, 27 de maio, pela Mortgage Bankers Association (MBA), mostram que o volume total de solicitações de hipotecas registrou uma diminuição de 8,5% em termos ajustados sazonalmente na comparação semanal.
Aumento das Taxas de Financiamento
O movimento de queda nos pedidos de financiamento ocorreu em um contexto de aumento nas taxas de financiamento. A taxa média dos contratos de hipotecas de 30 anos, com juros fixos e saldo devedor de até US$ 832.750, subiu de 6,56% para 6,65%. Esse valor representa o nível mais elevado desde agosto de 2025. O segmento de refinanciamento foi o mais impactado por essa alta nos juros, registrando uma redução de 18% em relação à semana anterior. Apesar dessa queda, o indicador de refinanciamento ainda se mantém 19% acima do que foi verificado no mesmo período de 2025. Segundo Joel Kan, vice-presidente e economista-chefe adjunto da MBA, “no geral, os pedidos de refinanciamento representaram 38% do total, a menor participação desde junho de 2025”.
Índice de Compras e Demanda Resiliente
O Índice de Compras, que mede os pedidos para aquisição de imóveis e é ajustado sazonalmente, também apresentou um recuo de 0,4% na comparação semanal. No entanto, em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador permanece 5% superior, o que sugere que parte da demanda continua resiliente, mesmo em um ambiente de crédito mais caro.
Recorde no Valor Médio dos Financiamentos
De acordo com a MBA, o valor médio dos financiamentos destinados à compra de imóveis alcançou um novo recorde histórico. “O valor médio dos empréstimos para compra atingiu um novo recorde na pesquisa, chegando a US$ 473.600. Isso ocorre porque os tomadores de empréstimos menores estão se mostrando menos ativos devido ao cenário de altas taxas de juros e ao impacto negativo sobre seu poder de compra”, acrescentou Kan.
Fonte: br.-.com

