Aceleração do Desenvolvimento de Inteligência Artificial
A Casa Branca anunciou, na última sexta-feira (5), que irá acelerar o desenvolvimento e a utilização de inteligência artificial (IA) para aplicações voltadas à segurança nacional. O governo destacou, no entanto, que essa tecnologia não deve ser empregada para realizar vigilância ilegal.
Ordem Executiva de Donald Trump
Em uma ação relacionada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na terça-feira (2) uma ordem executiva solicitando que o governo tenha acesso antecipado aos modelos de IA mais avançados. O objetivo é avaliar riscos de segurança cibernética e proteger infraestruturas críticas do país.
Trump, em um memorando de segurança nacional, afirmou que "Sob minha administração, os Estados Unidos podem e irão acelerar de forma responsável o uso da IA nos domínios de inteligência e de combate, de acordo com os valores americanos".
Diretriz sobre a Autonomia dos Sistemas de Armas
Dentro do contexto da ordem executiva, o presidente também mencionou que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, terá um prazo de 90 dias para atualizar uma diretriz já existente referente à autonomia dos sistemas de armas. Segundo Trump, essa atualização deve garantir uma adoção deliberada de sistemas de IA que respeitem a cadeia de comando.
Restrições no Uso da Tecnologia
Trump enfatizou que as tecnologias de IA não devem ser desenvolvidas ou utilizadas pela agência de segurança nacional para censurar a liberdade de expressão ou realizar atividades de vigilância não autorizadas ou ilegais.
Detalhes do Memorando
O memorando publicado pela Casa Branca menciona que "acelera a adoção de IA de vários fornecedores para evitar pontos únicos de falha". Além disso, ele atualiza a orientação do Departamento de Guerra sobre sistemas de armas autônomas, assegurando que nenhuma entidade possa desativar ou degradar um sistema de IA do qual os combatentes dependem, sem a devida aprovação prévia. Essas informações foram compartilhadas por Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, em uma postagem nas redes sociais.
Relação entre Anthropic e o Pentágono
O memorando surge em um contexto de tensões entre a empresa de inteligência artificial Anthropic e o Pentágono. Em março, o Departamento de Defesa designou formalmente a Anthropic como um risco à cadeia de suprimentos, após a empresa se recusar a atender às solicitações do governo para limitar a utilização da ferramenta Claude no desenvolvimento de armas autônomas e na vigilância em massa nos Estados Unidos.
O Pentágono argumentou que deveria ter o direito de empregar a tecnologia conforme necessário, desde que estivesse em conformidade com a legislação dos EUA. Essa ação foi uma crítica significativa do governo a uma empresa de tecnologia americana que tradicionalmente prestou apoio em operações militares, incluindo ações no Irã, conforme reportado pela Reuters.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


