Lula Solicita Dados sobre Desmatamento aos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), retornou ao debate com os Estados Unidos e solicitou que representantes do governo norte-americano enviem os dados sobre a redução do desmatamento da Amazônia. Essa solicitação foi feita na quinta-feira, dia 11, com a intenção de contestar possíveis tarifas comerciais impostas ao Brasil. Lula também pediu que fossem apresentados dados comparativos sobre as áreas ambiental e trabalhista do Brasil, como uma resposta às ameaças de tarifas comerciais.
Argumento Principal
“Vamos pegar os dados e enviar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos e comparar com o que acontece lá, para justificar se há motivo para uma taxação maior. Eles não conhecem o trabalho que temos realizado para alcançar a meta de desmatamento zero até 2030”, afirmou Lula. Ele destacou que essa não é apenas uma questão ligada à Conferência das Partes (COP) ou à Organização das Nações Unidas (ONU), mas sim uma meta própria do Brasil, caracterizando-a como uma questão de justiça. O presidente fez essas declarações durante um evento em Brasília, onde foram apresentados dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Dados do Inpe
De acordo com o Inpe, houve uma diminuição de 61,4% no desmatamento da Amazônia em maio de 2023, em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Este número representa a maior redução já registrada mensalmente, tanto em termos percentuais quanto absolutos. No acumulado de dez meses, a queda no desmatamento foi de 37,5%, um recorde para esse período.
Parcerias com Prefeitos
Lula também mencionou a importância das parcerias e dos compromissos firmados com prefeitos das regiões amazônicas para o enfrentamento do desmatamento. “Colocamos os prefeitos em pé de igualdade com representantes do Ministério do Meio Ambiente, oferecemos apoio financeiro para que possam agir e os resultados foram extremamente positivos”, afirmou ele.
Resultados das Parcerias
Os dados apresentados no evento indicam que, nos três anos de parceria com 71 municípios, houve uma redução de 65,5% no desmatamento nas áreas atendidas por essas iniciativas.
Comparação Trabalhista com os EUA
Além das questões ambientais, o presidente também abordou a necessidade de uma comparação entre os direitos trabalhistas no Brasil e nos Estados Unidos. Esse tema é uma das justificativas utilizadas pelos representantes dos EUA para implementar uma tarifa de 12,5% sobre produtos importados de 60 países, incluindo o Brasil.
Defensiva sobre Direitos dos Trabalhadores
“Vamos comparar os direitos dos trabalhadores americanos e brasileiros. Estamos negociando com alguém que não possui parâmetros e que não age de forma adequada para conduzir negociações”, declarou Lula.
Críticas a Donald Trump
Durante o restante de seu discurso, Lula reiterou as críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizando a retórica de que a batalha do governo brasileiro é uma batalha narrativa, e que Trump “não foi eleito para ser o imperador do mundo”.
Chamado à Não Conflito
Lula encerrou suas declarações com um tom conciliatório, reiterando que o Brasil não deseja conflitos e que busca respeito, igualdade e civilidade nas relações comerciais entre os dois países.
Fonte: www.moneytimes.com.br


