Aumento do Preço da Cesta Básica
O custo da cesta básica registrou elevações em todas as 27 capitais do Brasil durante o mês de maio. Esses aumentos foram influenciados principalmente por aumentos nos preços de itens essenciais, como batata, tomate, carne e feijão. As informações são baseadas em dados fornecidos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Esforço do Trabalhador
Considerando a alta nos preços da cesta, o esforço exigido do trabalhador para adquirir esses itens aumentou. No mês de maio, o tempo médio necessário para realizar a compra da cesta básica foi de 105 horas e 50 minutos de trabalho, superando o tempo registrado em abril, que foi de 100 horas e 52 minutos. Em média, essa despesa comprometeu 52,01% do salário mínimo líquido.
O Dieese, utilizando a cesta mais cara, estimou que o salário mínimo necessário deveria ter sido de R$ 7.999,44, o que representa 4,93 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00.
Maiores Elevações
Entre abril e maio, os maiores aumentos nos preços da cesta básica foram observados nas seguintes capitais:
- Recife: 8,05%
- Florianópolis: 7,81%
- Fortaleza: 7,48%
- Porto Alegre: 7,24%
Na comparação anual, quase todas as capitais do país evidenciaram aumento, com variações que foram de 0,79% em Boa Vista a 14,29% em Recife. A única cidade que registrou queda foi São Luís, com uma diminuição de 2,52%. No acumulado de 2026, todas as capitais apresentaram alta, com taxas variando de 3,45% em São Luís a 21,94% em Recife.
Cesta Básica Mais Cara
A cidade de São Paulo manteve a posição de ter a cesta básica mais cara do Brasil, com um custo de R$ 952,20, após um aumento mensal de 5,08%.
As capitais que se seguem são:
- Cuiabá: R$ 925,49
- Rio de Janeiro: R$ 914,48
- Florianópolis: R$ 913,43
Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica é diferente, os menores valores foram identificados em São Luís, com um custo de R$ 651,15, e em Aracaju, que possui um custo de R$ 652,73.
Fonte: timesbrasil.com.br


