A maioria das pessoas acredita que esses são 5 sinais de química, mas na verdade são 'sinais de alerta'.

A maioria das pessoas acredita que esses são 5 sinais de química, mas na verdade são ‘sinais de alerta’.

by Patrícia Moreira
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Como psicóloga clínica, frequentemente preciso aconselhar meus clientes a examinar as emoções intensas que sentem em relação a novos potenciais românticos.

É natural querer sentir entusiasmo por alguém novo e desejar estabelecer uma conexão profunda. No entanto, muitos de nós carregamos feridas do passado, que podem ter origem em nossa infância, relacionamentos anteriores ou experiências marcantes.

Caso sua trajetória tenha sido marcada por caos, inconsistência e confusão, é possível que você se sinta atraído pelas mesmas dinâmicas de relacionamento repetidamente. A seguir, destacamos cinco sinais que indicam que a química que você sente pode, na verdade, ser um alerta vermelho.

1. O relacionamento faz você se sentir ansioso

Se, em sua história anterior, alguém lhe fez sentir amor, porém acompanhado de ansiedade, seu sistema nervoso aprendeu que amar e temer a mesma pessoa é aceitável.

Mensagens mistas, afeto intermitente e falta de consistência podem, então, parecer intimidade ao invés de causar ansiedade. Excitação e ansiedade são emoções intimamente relacionadas, resultando em uma sensação de estar sempre em alerta, confundindo isso com entusiasmo e química.

O que fazer: Desacelere e preste atenção em como seu corpo reage ao estar com essa pessoa. Seu sistema nervoso se acalma quando está ao lado dela ou você permanece sempre em estado de alerta? Se a resposta for a segunda opção, isso pode indicar que o que você sente não é química, mas sim que essa pessoa lhe causa insegurança.

2. Os altos e baixos parecem viciantes

A montanha-russa emocional que ocorre quando alguém se afasta e a sensação de alívio quando se aproxima novamente podem ser confundidas com uma centelha, especialmente se você já teve dinâmicas relacionais semelhantes no passado.

Quando está sob estresse, seu corpo libera hormônios como o cortisol, que ativam os caminhos de recompensa e dependência em seu cérebro.

Consequentemente, você pode, de maneira inconsciente, buscar aquela adrenalina do estresse, do conflito e da imprevisibilidade, pois isso proporciona ao seu organismo uma dose dos hormônios que lhe proporcionam bem-estar.

O que fazer: Seu corpo precisa aprender a desacelerar e a se sentir seguro novamente. Isso pode incluir alongamentos, exercícios de respiração, meditação, caminhadas na natureza e a redução da carga de trabalho.

3. Você volta a procurá-lo repetidamente

A atração por alguém nem sempre significa que a química seja positiva. Você pode estar tentando inconscientemente superar uma antiga ferida ao reencenar a dor.

A crença de que pode corrigir a situação nesta nova oportunidade pode levar à recriação de dinâmicas dolorosas que refletem seu passado, pois você consegue prever o que irá acontecer, experimentando assim uma falsa sensação de controle.

O que fazer: A auto-reflexão é fundamental neste ponto. Essa pessoa lhe lembra algo de seu passado? A terapia pode oferecer um espaço seguro para você explorar sua história.

4. A inveja parece excitante

Quando seu parceiro demonstra ciúmes, pode ser validante sentir-se “desejado” por alguém. Se a manifestação de ciúmes do seu parceiro lhe parece excitante, isso não é química — é a sua insegurança se manifestando.

Você pode até agir de maneira intencional para provocar ciúmes, buscando um fechamento emocional ou tentando fazer com que ele “prove” o quanto você é desejado. O pensamento que pode surgir nessa situação é: “Se ele me escolher, isso significa que sou finalmente bom o suficiente” ou “Se ele me perseguir, isso indica que me ama de verdade.”

O que fazer: Trabalhe em si mesmo para que sua validação venha de dentro, e não dos outros. Lembre-se de quem você é além do contexto desse relacionamento, e que você já é mais do que suficiente.

5. As coisas nunca estão calmas

Uma conexão estável deve ser reconfortante e segura. No entanto, se seu sistema nervoso está acostumado ao caos, o calmaria pode ser interpretada como tédio, ou até como algo desconfortável.

Você pode se pegar pensando que não há empolgação e, então, buscar a próxima emoção ao criar tensão, iniciar conflitos ou até deixar o relacionamento. Se você se sente seguro e isso é algo novo para você, em sua mente pode parecer: “Se me sinto seguro, baixarei a guarda, mas então acabarei me machucando.”

A falta de empolgação não significa que não haja química. Pode apenas significar que não existe ansiedade presente.

O que fazer: Ensine seu corpo que está tudo bem sentir calma. Quando a vontade de criar um conflito ou buscar uma emoção surgir, pare e preste atenção nisso. Pratique fazer o oposto do que seus impulsos pedem e espere que a urge cesse.

Reconhecer padrões em seus relacionamentos é um excelente primeiro passo. É sempre recomendável consultar seu médico ou terapeuta antes de efetuar mudanças significativas. Compreender como desacelerar e processar seu passado pode auxiliar você a reaprender o que são segurança e consistência.

Dr. Amy Tran é psicóloga clínica. Seu doutorado em psicologia infantil e adolescente informa seu trabalho sobre apego, relacionamentos e segurança emocional. Também é artista digital e autora do livro “This Book is a Safe Space.” Siga-a no Instagram.

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Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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