Impasse Sanitário entre Brasil e União Europeia
O impasse sanitário entre Brasil e União Europeia, relacionado ao uso de antimicrobianos na pecuária, se transformou em uma preocupação significativa para Brasília e foi identificado como um risco real para a cadeia produtiva de proteínas.
Prazo para Garantias
O prazo estabelecido por Bruxelas para que o Brasil apresente garantias acerca da rastreabilidade e do controle de uso dessas substâncias se encerra em 3 de setembro de 2026. Caso não haja uma solução até essa data, a expectativa no setor é que parte das exportações de proteínas para o bloco europeu possa ser suspensa. Tal medida teria um impacto direto sobre custos, contratos e a reorganização do mercado global de carnes.
Impacto Econômico para o Setor
A avaliação feita pela oposição ao governo federal indica que os custos de adequação do manejo e a transição de antibióticos para alternativas, como aditivos, vacinas e protocolos mais rigorosos de controle sanitário, podem resultar em um acréscimo aproximado de R$ 0,15 por quilo de frango produzido no Brasil. Com base nas dimensões da avicultura nacional, o impacto estimado gira em torno de R$ 2,2 bilhões.
Efeitos no Consumidor
O receio é que esse aumento de custos seja repassado ao consumidor em um período politicamente delicado. O frango se destaca como uma das proteínas mais consumidas no Brasil, e qualquer pressão que se exercite sobre a cadeia produtiva tende a refletir rapidamente na percepção de inflação vivida pelas famílias.
Ação do Ministério da Agricultura
No âmbito do Ministério da Agricultura, o assunto vem sendo tratado com urgência. A equipe ministerial se dedica a encontrar uma solução negociada com os europeus, ao mesmo tempo em que busca acelerar o plano nacional de rastreabilidade de medicamentos veterinários, que começou a vigorar no início de julho. A prioridade é evitar que uma exigência sanitária imposta pela União Europeia se converta na nova fonte de pressão sobre os preços dos alimentos no Brasil.
Fonte: veja.abril.com.br


