Ações da Telefônica Brasil (VIVT3) disparam após o 4T25 e anúncio de recompra; quais foram os pontos positivos?

Ações da Telefônica Brasil (VIVT3) disparam após o 4T25 e anúncio de recompra; quais foram os pontos positivos?

by Ricardo Almeida
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Resultados Financeiros da Telefônica Brasil

As ações da Telefônica Brasil (código VIVT3), que é proprietária da Vivo, destacaram-se entre os desempenhos positivos do Ibovespa (IBOV) no pregão desta segunda-feira (23), após a companhia reportar um lucro líquido do quarto trimestre de 2025 que superou as expectativas do mercado.

A companhia de telecomunicações informou, em seu relatório, um lucro no valor de R$ 1,88 bilhão, o que representa uma elevação de 6,5% em comparação ao resultado do ano anterior. O desempenho operacional, que é medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), alcançou a marca de R$ 6,70 bilhões, um crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Analistas do mercado financeiro aguardavam um lucro líquido de R$ 1,73 bilhão e um Ebitda na faixa de R$ 6,35 bilhões para a Telefônica Brasil, conforme a média das previsões obtidas pela LSEG.

Por volta das 16h30 (horário de Brasília), as ações VIVT3 apresentavam uma alta de 2,63%, atingindo o preço de R$ 41,77.

Receitas e Desempenho Geral

A receita líquida reportada pela Telefônica Brasil totalizou R$ 15,61 bilhões, o que representa um aumento de 7,1% em comparação ao quarto trimestre de 2024.

Analistas do BTG Pactual observaram que os resultados de receita, Ebitda e lucro líquido ficaram praticamente em conformidade com as expectativas estabelecidas. Eles destacaram que a receita foi impulsionada por um aumento significativo na receita de serviços móveis (MSR), paliativamente compensado por um desempenho ligeiramente menos satisfatório na área de telefonia fixa.

“A Vivo distribuiu R$ 6,4 bilhões em remuneração aos acionistas em 2025, e projetamos uma distribuição de R$ 8,7 bilhões para 2026. Considerando um cenário competitivo equilibrado, acreditamos que o setor continuará a expandir a receita líquida, acompanhando amplamente a inflação, ampliará a margem Ebitda e manterá o capex estável, dado que o próximo ciclo de investimentos ainda está a caminho”, informaram os analistas do BTG.

Essa combinação é vista como essencial para a manutenção do crescimento contínuo na geração de fluxo de caixa operacional. Contudo, após um desempenho robusto ao longo do ano (sobre uma base já excepcional em 2025), o valuation avançou, resultando na compressão dos yields, conforme o ponto de vista dos analistas.

Baseando-se na projeção de distribuição de R$ 8,7 bilhões para 2026, a ação atualmente apresenta um dividend yield de 6,6%. O BTG Pactual, deste modo, mantém a recomendação de compra para VIVT3, estabelecendo um preço-alvo de R$ 31.

Programa de Recompra de Ações

Analistas do Santander destacaram que, juntamente com a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, a Vivo também anunciou um novo programa de recompra de ações, que terá validade até fevereiro de 2027. Neste programa, a companhia comprometerá até R$ 1 bilhão para a recompra.

Na análise do banco, a expectativa é de que a remuneração total aos acionistas tenha um piso elevado em 2026, considerando os seguintes fatores:

  • Redução de capital de R$ 4 bilhões já anunciada;
  • Implementação do novo programa de recompra de ações;
  • Maximização dos juros sobre o capital.

“Mantemos nossa projeção de remuneração total aos acionistas em aproximadamente R$ 9 bilhões para 2026, o que implicaria um rendimento de dividendos próximo de 7%”, afirmaram os analistas.

A classificação que o Santander atribui à Telefônica Brasil é Outperform, equivalente à recomendação de compra, com um preço-alvo fixado em R$ 42.

Perspectivas Futuras

Para o Itaú BBA, os resultados apresentados pela companhia foram considerados neutros. Os analistas avaliaram que os resultados foram sólidos, conforme já previsto, e em grande medida alinhados às estimativas do banco. Eles comentam que o desempenho das ações, com uma alta acumulada de 24% no ano, sugere que o forte resultado já está parcialmente embutido no preço das ações.

“Aguardando um olhar para o futuro, antecipamos que os investidores deverão focar na capacidade da Vivo de gerar fluxo de caixa e no potencial para um aumento na distribuição total aos acionistas neste ano”, concluiu o BBA.

O banco mantém sua classificação como market perform, equivalente à designação neutra, com as ações negociadas apresentando um rendimento de dividendos em torno de 6,4% para 2026.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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