ADRs da Petrobras em Alta no Pré-Market
As American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras (PETR4) apresentam valorização no pré-market da Bolsa de Nova York, impulsionadas pela elevação nos preços do petróleo, em meio a ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã no último sábado (28).
Movimentação das ADRs
Na manhã desta segunda-feira, por volta das 7h30, as ADRs que representam as ações ordinárias da Petrobras (PBR) subiram 4,21%, sendo negociadas a US$ 17,33. Por sua vez, as referências às ações preferenciais (PBRa) avançaram 4,16%, alcançando o valor de US$ 16,04.
Preços do Petróleo em Alta
O preço do petróleo acertou o patamar de US$ 80 por barril no início da sessão de negociação. O petróleo tipo Brent, que serve como referência internacional, tinha uma valorização de 7,99%, sendo cotado a US$ 78,64 o barril. O WTI, referência no mercado norte-americano, também tinha alta significativa de 7,43%, negociado a US$ 72,02 o barril.
Risco no Estreito de Ormuz
Uma das principais preocupações do mercado refere-se ao controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz, vital para o transporte marítimo de petróleo e suscetível a interrupções na oferta desse recurso. Aproximadamente um quinto do consumo global de petróleo passa por esta vital passagem estratégica, conectando grandes produtores do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar, aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.
Impacto das Interrupções
Qualquer bloqueio ou interrupção no Estreito de Ormuz teria um impacto imediato no comércio internacional e possivelmente aceleraria ainda mais a pressão sobre os preços do petróleo no cenário global.
Desempenho das Ações no Mercado Externo
Em termos de mercado externo, as ações de empresas ligadas ao setor de petróleo e defesa têm ajudado a moderar as perdas do dia. Na China, por exemplo, o índice de Xangai Composto apresentou uma valorização de 0,47%, alcançando 4.182,59 pontos, impulsionado por companhias petrolíferas como Sinopec e PetroChina, que registraram um aumento de cerca de 10% em face da forte resposta do petróleo às tensões que emergem no Oriente Médio.
Fonte: www.moneytimes.com.br


