Depoimento de Daniel Vorcaro à Polícia Federal
O depoimento do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, à Polícia Federal trouxe à tona uma interpretação incorreta sobre o funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Durante a sua declaração, Vorcaro mencionou a ideia de uma suposta "aversão do FGC" em relação à utilização de seus recursos, sugerindo uma resistência do fundo em devolver valores aos investidores. A âncora e analista da CNN, Thais Herédia, utilizou o programa "Hora H" para esclarecer como o FGC realmente opera.
Funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos
Herédia explicou que "o Fundo Garantidor de Créditos não é algo a ser utilizado". De acordo com suas palavras, "não existe essa possibilidade". Ela esclareceu que a natureza do FGC, como o nome sugere, é oferecer uma garantia de última instância que é mantida pelo setor privado.
Equívoco na Interpretação de Vorcaro
A analista ressaltou que houve um equívoco na interpretação apresentada por Vorcaro. Ele pareceu sugerir que o FGC possui capacidade financeira para sustentar qualquer tipo de modelo de negócio, independentemente de sua qualidade ou sustentabilidade. Herédia afirmou: "O Fundo Garantidor de Créditos, o melhor é que ele não seja utilizado nunca, como um seguro que você paga; você não quer bater o carro para acionar o seu seguro. Ele não é um provocador de sinistros, ao contrário disso".
Objetivo do Fundo Garantidor de Créditos
A âncora do programa "Hora H" destacou que o FGC tem a finalidade de garantir a segurança do sistema financeiro em situações extremas. Não é um recurso a ser utilizado rotineiramente para resolver problemas de gestão ou para cobrir modelos de negócio que não se sustentam.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

