Conflito entre Aneel e Anatel sobre Uso de Postes
Desdobramentos da Disputa
O conflito entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em relação ao uso de postes para a instalação de redes de telecomunicação apresentou um novo desdobramento. Recentemente, a Aneel emitiu um parecer que se opõe ao decreto presidencial que tinha como objetivo resolver essa disputa de forma definitiva.
Posicionamento da Aneel
De acordo com a posição da Aneel, o direito de exploração comercial dos pontos de fixação não deve ser concedido de forma automática, conforme estava previsto no decreto. A agência argumenta que esse direito deve estar condicionado à apresentação de uma justificativa técnica. Essa justificativa deve comprovar a existência de falhas na atuação das distribuidoras de energia.
Reações do Setor de Telecomunicações
A posição adotada pela Aneel gerou reações significativas dentro do setor de telecomunicações e também no governo. Representantes da área de telecomunicações interpretam o parecer da Aneel como uma tentativa de manter o controle das concessionárias sobre a infraestrutura de postes. Essa situação pode criar obstáculos adicionais para a expansão da cobertura de fibra óptica e redes móveis, que são essenciais para a modernização das telecomunicações no Brasil.
Interpretação do Governo Federal
No que diz respeito à interpretação do governo federal, há uma percepção de que a Aneel ultrapassou sua função técnica. A divergência em relação à Anatel e ao Executivo é vista como um fator que reacende um impasse. Esse impasse tem implicações diretas sobre a implementação de políticas voltadas para a conectividade e digitalização no país, áreas que são consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social.
Conclusão
O desenrolar da disputa entre a Aneel e a Anatel sobre a utilização de postes para redes de telecomunicação ilustra a complexidade das relações entre diferentes agências reguladoras e seu impacto nos avanços das tecnologias de comunicação.
Fonte: veja.abril.com.br


