Críticas de Romeu Zema ao Projeto de Lei
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, filiado ao partido Novo, manifestou críticas em relação ao projeto de lei que oferece um reajuste considerado “fura-teto” e um dia de folga a cada três dias trabalhados para os servidores do Congresso Nacional. Zema, que é pré-candidato à Presidência, expressou sua opinião através de um vídeo publicado em suas redes sociais no dia 5 de outubro.
Detalhes do Projeto de Lei
O projeto em questão estabelece a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que pode atingir até 100% do salário do cargo efetivo ocupado pelos servidores. Além disso, a proposta inclui a concessão de um dia de licença para cada três dias de trabalho. Com essas mudanças, a remuneração de altos funcionários da Câmara dos Deputados pode alcançar aproximadamente R$ 77 mil.
Declarações de Zema
Em seu vídeo, Zema comentou sobre a situação com um tom de indignação: “O Congresso decidiu trabalhar menos e ganhar o dobro. Parece piada de mau gosto, mas é o Brasil de Lula”, referindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Reação do Governo
Conforme relatado pelo Estadão, membros do governo de Lula tentaram se distanciar da responsabilidade pela concessão do benefício. A assessoria da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmaram que não houve qualquer tipo de acordo ou consulta prévia por parte dos parlamentares sobre o texto da proposta.
P durante as votações, as lideranças do governo não se opuseram ao projeto. Apenas o Partido Novo, liderado por Zema, orientou seus membros a votarem contra a proposta.
Aumento Salarial de Zema
Embora tenha criticado o projeto, Zema sancionou em 2023 uma lei que resultou em um aumento de 300% em seu próprio salário, bem como nos salários do vice-governador e dos secretários estaduais. A norma, que foi promulgada em maio do mesmo ano, implementou um regime de reajuste progressivo para essas posições. Na ocasião, a justificativa do governo de Minas foi de que os valores anteriormente pagos eram incompatíveis com a responsabilidade e a experiência necessárias para os cargos exercidos.
Fonte: www.moneytimes.com.br

