Até onde as ações precisariam cair para 'garantir' a mudança de postura de Trump sobre o Irã

Até onde as ações precisariam cair para ‘garantir’ a mudança de postura de Trump sobre o Irã

by Patrícia Moreira
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Volatilidade do Mercado de Ações

As ações sofreram uma forte volatilidade nesta semana após os Estados Unidos e Israel realizarem ataques ao Irã. A questão que surge é: até que ponto o mercado teria que cair antes que isso se tornasse um problema significativo para Donald Trump?

Correção Necessária no Mercado

De acordo com Marko Papic, um especialista em geopolítica e estrategista-chefe da BCA Research, o mercado de ações precisaria passar por uma correção substancial antes que Trump considerasse recuar em sua postura beligerante em relação ao Irã.

Papic afirmou em uma nota enviada a clientes na quarta-feira que “acreditamos que o S&P 500 teria que corrigir mais de 10% para praticamente garantir um recuo”. Ele também mencionou que “estamos abertos à possibilidade de que isso possa ocorrer antes ou depois. Mas uma queda de dois dígitos nos preços das ações certamente será um motivador maior.”

Reações dos Investidores

Os investidores se mostraram alarmados com o conflito, principalmente devido ao impacto nos preços do petróleo, uma vez que o Irã controla o Estreito de Ormuz, uma via crucial que responde por 20% do fluxo mundial de petróleo. Quaisquer interrupções na navegação através do estreito podem levar a um aumento acentuado nos preços do petróleo, possivelmente contribuindo para uma inflação mais alta e mantendo as taxas de juros elevadas.

Na terça-feira, Trump afirmou que os EUA garantiriam a passagem de navios no Estreito, o que trouxe um certo alívio aos investidores. Nesse contexto, as ações subiram, enquanto os preços do petróleo caíram pela primeira vez desde o início do conflito no último sábado.

Possível Resiliência do Irã

No entanto, Papic advertiu que mesmo que Trump busque uma desescalada, o Irã pode não estar interessado em um cessar-fogo. Dada a ameaça que o regime iraniano enfrenta, especialmente após os ataques dos EUA que resultaram na morte do Líder Supremo Ayatollah Ali Khamenei e outros altos oficiais, Papic argumentou que é provável que o Irã ofereça uma resistência maior do que em conflitos anteriores.

Ele observou que “estamos surpresos com o quanto nossos clientes e a mídia estão chocados pela retaliação do Irã contra as monarquias do Golfo e a energia global. Isso nos indica que o investidor médio não entende a pressão sob a qual Teerã está operando”.

Papic continuou a argumentar que “desta vez, o Irã deve — em um sentido racional e teórico de jogos — impor dor aos EUA e à economia global mais ampla”. Segundo ele, “a dor é a única maneira de garantir que a função utilitária americana seja atualizada sobre o que acontece quando se arrisca a estabilidade do regime do Irã”.

Antecedentes de Advertências de Papic

Esta não é a primeira vez que Papic prevê que Trump poderia ceder sob a pressão dos mercados. Em março do ano passado, ele informou ao Business Insider que Trump retrocederia em sua guerra comercial se o S&P 500 caísse de 15% a 20%. Em abril, Trump anunciou uma pausa em suas tarifas quando o índice estava 19% abaixo dos máximos de fevereiro, coincidentemente enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro a 10 anos subiam.

Fonte: www.businessinsider.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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