Aumento bilionário de capital do Bradesco, desligamento do Santander e dividendos da Vale: as notícias mais acessadas da semana.

Aumento bilionário de capital do Bradesco, desligamento do Santander e dividendos da Vale: as notícias mais acessadas da semana.

by Ricardo Almeida
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A última semana nos bancos brasileiros

A última semana se destacou por eventos significativos nos principais bancos do Brasil. Os investidores observaram um aumento de capital bilionário no Bradesco (BBDC4) e a saída do Santander (SANB11) da bolsa brasileira. Este cenário ocorre no contexto da temporada de divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026, que gerou otimismo no mercado após a apresentação dos dividendos da Vale (VALE3).

Além dos temas corporativos, os leitores do Money Times também se informaram sobre as razões por trás do pregão mais curto da última sexta-feira (31) e as modificações no aluguel devido à reforma tributária.

Bradesco (BBDC4) aumentará capital e antecipará pagamento de JCP

O Bradesco (BBDC3; BBDC4) comunicou ao mercado a decisão de realizar um aumento de capital de até R$ 10 bilhões através de uma subscrição privada de ações, permitindo a participação de seus acionistas atuais. Adicionalmente, o banco antecipará o pagamento de R$ 6,5 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP) previamente declarados, que poderão ser incluídos no processo de capitalização.

Conforme um fato relevante divulgado ao mercado na noite de quarta-feira (29), os acionistas controladores se comprometeram a investir até R$ 8 bilhões. O preço das novas ações foi fixado com um desconto de 6% em relação ao fechamento do pregão de 28 de julho, resultando em R$ 15,43 para as ações ordinárias (BBDC3) e R$ 17,64 para as preferenciais (BBDC4). Este desconto tem como objetivo incentivar a participação dos acionistas na operação.

O comunicado destaca que os acionistas controladores estão avaliando a importância de manter os investimentos na instituição, reiterando sua confiança no plano de transformação em curso, que é considerado acelerado e bem-sucedido, gerando resultados positivos na eficiência operacional e na competitividade do Bradesco no mercado.

Possível mudança no status do Santander Brasil (SANB11)

A proposta que gerou especulações no mercado finalmente se concretizou, com o Banco Santander da Espanha propondo a troca das ações do Santander Brasil (SANB11) listadas na B3 por BDRs ou ADRs da matriz do banco espanhol. Esta informação foi disseminada por meio de um documento publicado no mercado na quinta-feira (30).

No total, o banco europeu poderá investir até 1,908 bilhão de euros (aproximadamente R$ 11 bilhões) para comprar até 10% de todas as ações preferenciais, ordinárias e units disponíveis no mercado. Para incentivar a adesão dos acionistas à proposta, o Santander oferecerá um prêmio de 15% sobre o valor das ações.

A oferta será voluntária e não busca deslistar o Santander. Além disso, a operação não estará sujeita a um número mínimo de adesões. Os papéis americanos (ADSs) da subsidiária brasileira poderão ser deslistados da NYSE, dependendo do resultado da oferta nos Estados Unidos. A finalização da oferta está condicionada à aprovação dos órgãos reguladores tanto no Brasil quanto nos EUA e à autorização dos acionistas do Banco Santander para a emissão das novas ações.

Vale (VALE3) aprova JCP e dividendos e anuncia recompra de ações

A Vale (VALE3) anunciou na quinta-feira (30) a aprovação do pagamento de R$ 2,03 por ação em juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos destinados a seus acionistas. Na mesma reunião, o conselho de administração autorizou um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações ordinárias, reforçando sua política de retorno de capital aos investidores.

A remuneração aprovada será de R$ 2,03072189812 por ação, sendo R$ 1,568705805 referentes a JCP e R$ 0,462016093 a dividendos. Têm direito ao pagamento os investidores que mantiverem posição acionária até o fechamento do pregão no dia 11 de agosto. As ações serão negociadas na condição de ex-dividendos a partir de 12 de agosto, e o pagamento ocorrerá em 2 de setembro. Para os detentores de ADRs, a data de corte será em 13 de agosto, com pagamento previsto para 10 de setembro.

Mudanças na legislação de aluguel com a reforma tributária

Os proprietários que alugam imóveis poderão ser obrigados, a partir do dia 1º de janeiro de 2027, a obter um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e a emitir nota fiscal. Essa exigência faz parte da regulamentação da Reforma Tributária (Lei Complementar nº 214/2025), que implementa a cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) sobre determinadas locações realizadas por pessoas físicas.

Essa alteração poderá impactar significativamente a rentabilidade dos investidores do setor imobiliário, que precisarão ajustar sua operação ao novo sistema de arrecadação para evitar possíveis autuações fiscais. De acordo com a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), a exigência é meramente cadastral e não transforma o proprietário em pessoa jurídica, nem altera sua condição de contribuinte pessoa física em relação ao Imposto de Renda.

Pregão mais curto para o Ibovespa (IBOV)

Na última sexta-feira (31), o Ibovespa (IBOV) registrou um pregão mais curto, que foi o último do mês de julho. Segundo a B3, essa mudança na abertura das negociações foi causada por problemas técnicos no processamento do pós-mercado na quinta-feira (30). A Agência Bovespa divulgou vários comunicados informando que os leilões de abertura das ações iniciariam às 12h03 (horário de Brasília).

De forma convencional, o pregão regular normalmente começa às 10h (horário de Brasília). Além do Ibovespa, outros índices, como o índice de fundos imobiliários (IFIX) e o de small caps (SMLL), também iniciaram suas negociações apenas no início da tarde.

Desvalorização do fundo Marne em um curto período

O Marne Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, que herdeou quase todo o patrimônio de outro fundo, o Somme, no início deste ano, teve uma perda de quase 80% de seu valor em apenas um mês. Essa desvalorização afetou diretamente uma estrutura que, conforme relatado anteriormente pelo Money Times, teria sido usada para ocultar recursos vinculados a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Informações oficiais enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que o patrimônio líquido do fundo Marne caiu de R$ 2,23 bilhões, em 31 de maio, para R$ 446,7 milhões no fim de junho. O valor da cota diminuiu de R$ 1.039,89 para R$ 208,32, representando uma desvalorização de 79,97% em apenas 30 dias, o que corresponde a uma perda estimada em R$ 1,78 bilhão.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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