Apreensões da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal (PF) divulgou que as apreensões realizadas no contexto da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, totalizam aproximadamente R$ 230,13 milhões.
O item de maior valor apreendido é um avião luxuoso avaliado em R$ 200 milhões, que foi confiscado no pátio do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Essa aeronave era destinada a transportar Vorcaro para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, antes que a prisão fosse efetuada pela PF.
Investigação em curso
A operação da Polícia Federal investiga um suposto esquema envolvendo a emissão de títulos de crédito falsificados, gestão fraudulenta e atividades de organização criminosa que afetam instituições financeiras que operam no Sistema Financeiro Nacional.
Além da prisão de Vorcaro, seu sócio, Augusto Lima, também foi detido. A PF executou cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e o Distrito Federal.
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, também é um dos alvos da operação e foi afastado pela Justiça, junto com três diretores do banco.
Detalhes da prisão de Vorcaro
Daniel Vorcaro foi detido por volta das 22 horas de uma segunda-feira, quando estava prestes a embarcar com destino aos Emirados Árabes Unidos. A Polícia Federal monitorava seus deslocamentos e optou por agir rapidamente para evitar uma possível fuga.
A defesa de Vorcaro alegou que sua viagem a Dubai tinha relação com negociações para a venda do banco e afirmou que o empresário, juntamente com seus advogados, estava disposto a colaborar com as autoridades nas investigações.
Itens apreendidos e valor estimado
- Veículos: R$ 9,2 milhões
- Dinheiro em espécie: R$ 2 milhões
- Relógios: R$ 6,15 milhões
- Joias: R$ 380 mil
- Obras de arte: R$ 12,4 milhões
- Aeronave: R$ 200 milhões
Contexto do Caso Master
O Banco Master passou a ser destaque nas notícias no dia seguinte, após a prisão do seu proprietário, Daniel Vorcaro, e o Banco Central ter decretado a liquidação extrajudicial da instituição.
A liquidação do Banco Master ocorreu menos de um dia depois que a Fictor Holding Financeira anunciou a intenção de comprar a instituição, operação que foi suspensa pela decisão do Banco Central.
Simultaneamente, a Polícia Federal iniciou a Operação Compliance Zero, que investiga a emissão fraudulenta de títulos de crédito por instituições do Sistema Financeiro Nacional. Estão sendo apurados crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.
Vorcaro foi detido durante a noite de segunda-feira, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava viajar para Dubai. A defesa argumentou que a viagem estava relacionada a um processo de venda da instituição financeira.
Daniel Vorcaro era conhecido no mercado financeiro por sua gestão ousada e por realizar investimentos de elevado risco. O banco sob sua administração atraía recursos ao oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de rendimento superiores às de mercado, prática que já gerava certo desconforto entre os concorrentes do setor.
Durante o ano corrente, o Banco Master buscou negociar a venda de seus ativos para outros participantes do mercado financeiro.
No mês de março, o conselho de administração do Banco de Brasília (BRB) havia aprovado um contrato de compra e venda de ações do Banco Master.
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) havia dado aprovação à operação sem restrições. Entretanto, em setembro, o Banco Central rejeitou a proposta do BRB de adquirir o Banco Master.
Representantes das autoridades em Brasília estão convencidos de que o suposto interesse do Grupo Fictor na compra do Banco Master era apenas uma estratégia para proporcionar tempo ao sócio da instituição, Daniel Vorcaro, com o objetivo de evitar ações das autoridades e conseguir fugir do país.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br